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A menos de uma semana da eleição, candidatos de SP elevam o tom e partem para o ataque no debate da Record

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A uma semana do dia da eleição, o clima esquentou entre os candidatos à prefeitura de São Paulo. No penúltimo debate televisionado, realizado pela Record, os seis candidatos mais bem colocados protagonizaram uma verdade luta para conquistar o voto dos indecisos. E não foi uma luta de propostas, mas sim de acusações.

Se uma palavra pudesse resumir o debate, que aconteceu no final da noite de domingo, ela seria "ataque". De todos os lados possíveis. Desde os candidatos que aparecem mais bem colocados nas pesquisas, como Marta Suplicy (PMDB), João Doria (PSDB) e Celso Russomano (PRB), até os candidatos como o atual prefeito Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (PSOL) e Major Olimpio (Solidariedade), que correm atrás de votos para surpreender na reta final.

Foram poucas falas que trataram de propostas objetivas para a cidade - uma constante nos debates de São Paulo. E quando apresentadas, foram acobertadas pelas acusações e bate-bocas entre os candidatos.

O HuffPost Brasil esteve presente nos estúdio da Record e separou oito tretas que dominaram o debate e são importantes para você escolher o seu candidato.

1- Propaganda enganosa

O primeiro ataque do debate veio de Marta Suplicy, candidata do PMDB. Embolada nas primeiras posições com Doria e Russomano e trocando acusações nas propagandas eleitorais com ambos os adversários, a senadora usou uma decisão do Procon de São Paulo, que multou em R$ 11,9 mil uma empresa de Russomano por violar o Código de Defesa do Consumidor. A mesma empresa deve pelo menos R$ 429 mil em ICMS para o governo do estado.

Marta perguntou a Russomano se ele votaria em um candidato que mente.

Na resposta, Celso Russomano diz que a sua candidatura vem sido atacada pelo PMDB e relembrou uma das frases mais polêmicas de Marta, quando foi ministra do Turismo, em 2007. Em pleno caos aéreo, a então ministra disse aos brasileiros para "relaxar e gozar".

2 - 'Não sou político, sou empresário'

Durante todo o debate, João Doria repetiu seu mantra nestas eleições: 'Não sou político, sou empresário e gestor'. É uma maneira de o candidato conquistar os votos dos eleitores que estão desacreditados na política, principalmente após as denúncias da Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A candidata do PSOL, Luiza Erundina, disse que o tucano é um "ignorante político" por usar essa expressão.

3 - Lobista

Erundina e Doria continuaram com as acusações. Na metade do debate, a candidata do PSOL criticou as propostas de Doria, que pretende privatizar órgãos públicos da prefeitura, como o Anhembi e o Autódromo de Interlagos. Disse que a prática é típica de candidato "lobista".

No último bloco, Doria pediu direito de resposta, que foi aceito pela direção da Record.

4 - O bar de Russomano

Nas últimas semanas, os adversários de Russomano tem explorado um dos empreendimentos de Russomano. O Bar do Alemão, localizado em Brasília, fechou por dar um calote de R$ 2 milhões e por passar, pelo menos quatro cheques sem fundo. Os funcionários também entraram na justiça questionando o pagamento dos direitos trabalhistas. O episódio foi utilizado por Marta para dizer que Russomano seria um mal gestor, já que não conseguiu ter sucesso nos negócios.

Além de Marta, Haddad usou o bar para atacar o candidato do PRB durante o debate.

Russomano se defendeu e disse que o empreendimento fechou por causa da "crise".

5 - Pressão do PSDB

O candidato Major Olímpio fez um dos ataques mais contundentes do debate, que se disse "franco, sim, e atirador também". Em dois momentos, ele insinou que a coligação de João Doria, envolveu loteamentos de cargos públicos no governo estadual, governado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Olimpio também disse que o Solidaridade, partido da base de Alckmin, sofreu "pressão" do governo após o debate do SBT, quando Olimpio pressionou Doria.

O governador Geraldo Alckmin, padrinho político de Doria, estava na plateia. No intervalo, Alckmin negou a pressão sobre o Solidariedade.

No fim do debate, Olimpio disse que o presidente do partido, Paulinho da Força, foi chamado pelo governador para dar explicações.

6 - Prefeito fabricado

Olimpio também atacou o atual prefeito Fernando Haddad. Haddad perguntou ao candidato quais seriam suas idéias de obras para melhorar a mobilidade urbana. Olimpio respondeu que a melhor obra da sua gestão seria tirar o petista do poder.

7 - Braços Abertos

Fernando Haddad endureceu o tom com João Doria, que classificou o programa Braços Abertos, na Cracolândia, como um "fracasso". Haddad criticou o governo estadual e disse que "o PCC só cresceu nesses últimos 22 anos de governo do PSDB".

8 - Pastor

Este não foi um momento de ataque, mas arrancou gargalhadas da plateia durante o debate. Em uma das perguntas de Erundina para o candidato Major Olímpio, ela se confundiu e chamou o candidato do Solidariedade de "pastor". A resposta foi a melhor:

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