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'Vamos dar um basta a essa 'síndrome do pequeno poder''. Abuso de poder no aeroporto: Passageira reclama de servidora da Receita

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"Vamos dar um basta a essa "síndrome do pequeno poder" que tanto afeta os brasileiros. Falando por mim e pela minha avó, não temos nada a dever. Pagamos nossos impostos em dia. Somos pessoas instruídas e não vamos deixar passar".

O post de Mariana Cavalcante em que afirma ter sido alvo de "terror psicológico" de uma servidora identificada como Maria Lucia Lima Barros e ficado no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, sendo alvo de "deboche, grosserias e sarcasmos". Até as 15h28 eram 149 mil compartilhamentos.

"Neste último sábado, dia 24 de setembro, retornei de uma viagem de 2 semanas para a Índia com a minha avó, de 86 anos, que chegou de cadeiras de rodas e passando muito mal depois de 14 horas de vôo", escreveu no Facebook, a moradora do Rio de Janeiro.

Segundo a postagem, as passageiras foram paradas na alfândega, onde ficaram por quase 4 horas e dizem terem sofrido "todos os tipos de deboches, grosserias e sarcasmos".

Segundo a passageira, os próprios funcionários da Receita pediam que ela ficasse calma, pois a conduta da servidora era recorrente. "A cada voo, um passageiro era eleito e assediado por ela".

Por fim, após ter tido as bagagens retidas e uma conta de R$ 1,5 mil a pagar, a passageira conseguiu recuperar seus pertences nesta segunda-feira (26).

"E, mais uma vez, todos os servidores, incluindo os guardas, reconheceram a minha situação e me afirmaram que eu e minha avó fomos apenas mais uma vítima dessa servidora, que, a pretexto de exercer a sua função, constrange, humilha e desrespeita passageiros", afirmou, no post.

Em nota ao HuffPost Brasil, a Receita Federal afirma que recebeu as queixas e está "apurando o ocorrido, desde a etapa da seleção dos passageiros até o momento da fiscalização pela servidora, através das análises de imagens e dos relatos de testemunhas presentes, para que possa fundamentar as providências a serem tomadas".

A Receita afirma que tenta "sempre agilizar o tempo de despacho de passageiros e cargas, para minimizar eventuais desconfortos". "Cortesia e respeito aos passageiros sempre são comportamentos exigidos dos servidores, que também são treinados nas competências técnicas para atuação na função", afirma o órgão.

A Receita emitiu um nota nesta quarta-feira (28) sobre o caso, dizendo que as passageiras foram retidas pela grande quantidade de roupas compradas - artigos de luxo - e que estavam sem notas fiscais. A íntegra segue aqui.

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