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Temer chama atenção de Moraes e planeja mudanças na comunicação, mas desiste de demissão

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ALEXANDRE MORAES TEMER
Antonio Cruz / Agência Brasil
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Após o mal estar provocado pela fala do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre a Lava Jato, o Palácio do Planalto quer abafar o caso. Apesar de ter ter chamado a atenção do ministro nesta segunda-feira (26), o presidente Michel Temer quer evitar que o assunto tome conta do jantar com outros titulares da Esplanada e líderes na noite desta terça-feira (27).

No domingo à noite, Moraes afirmou em encontro com integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), "teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", em referência a novas operações da Polícia Federal, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo.

Em telefonema, Temer cobrou explicações e que Moraes pare de dar declarações "desastrosas" e seja mais "cuidadoso", de acordo com a Folha de São Paulo.

O presidente avaliou que demitir o ministro, contudo, seria uma admissão oficial de que ele sabia sobre a nova fase da Lava Jato. A intenção do peemedebista agora é fazer encontros de alinhamento com os ministros que têm dado declarações controversas.

Após desconfortos com vazamentos de outras informações, o governo Temer busca uma solução para melhorar a comunicação oficial. A intenção é que as notícias dos ministérios passem a ser publicadas em um site único do Executivo, administrado pela agência de publicidade Isobar, que já cuida da área digital do governo federal.

Dentro do Planalto, Moraes é tido como um dos ministros com menos preparo para lidar com a imprensa. De acordo com o Estado de São Paulo, ele não aceitou o treinamento oferecido pelo Planalto.

O titular da Justiça negou que soubesse da operação com antecedência e afirmou que o objetivo de sua fala era deixar claro que o governo não interfere nas investigação.

Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal divulgou uma nota negando que Moraes soubesse do conteúdo da 35ª fase da Operação, deflagrada na manhã de ontem.

As liderança do PT na Câmara e no Senado vão apresentar representação ao Ministério Público e à Comissão de Ética da Presidência contra o ministro. A ex-presidente Dilma Rousseff disse que o episódio lança suspeitas de uso político da Lava Jato.

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