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SUS irá ofertar novo tratamento para HIV em 2017

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HIV
Kássio Pereira / SESA
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O Sistema Único de Saúde (SUS) irá ofertar um novo tratamento para o HIV a partir de 2017. O Brasil irá usar o antirretroviral dolutegravir, que tem um nível muito baixo de eventos adversos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Inicialmente, o novo medicamento será ofertado a todos pacientes na fase inicial do tratamento, além daqueles que apresentaram resistência aos antirretrovirais antigos.

A expectativa é que 100 mil pacientes iniciem o uso da nova medicação no próximo ano. Atualmente 483 mil brasileiros fazem terapia antirretroviral, de acordo com o Ministério da Saúde.

De acordo com a doutora Adele Benzaken, diretora-adjunta do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da pasta, foram comprados 40 mil compridos para 2017.

Até agora, na fase inicial do tratamento, o SUS oferece os medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecidos como 3 em 1. A partir do ano que vem, o dolutegravir será indicado no lugar da última medicação atual.

"O dolutegravir é visto como mais vantajoso para as pessoas vivendo com HIV, porque tem potência bastante alta, menor percentual de efeitos adversos e é apenas um comprimido por dia, o que facilita a adesão. E pelo fato de não levar com mais frequência à resistência do que os outros tratamentos, vai ter provavelmente maior durabilidade enquanto droga incorporada no SUS", afirmou Adele Benzaken, em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (28).

De acordo com o ministério, o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção do HIV, que deve ser atualizado ainda este ano.

Orçamento

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a incorporação da droga não altera o orçamento atual do ministério. O preço do medicamento foi reduzido em 70% após negociações do governo federal., de US$ 5,10 para US$ 1,50.

Para a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Georgiana Braga, "a negociação de preços vai beneficiar outros países da região e do mundo para que também possam oferecer o medicamento no sistema público deles".

De acordo com ela, países como Portugal, Espanha, Canadá e Estados Unidos oferecem a medicação, mas muitas vezes não na rede pública.

Cenário

A estimativa é que 800 mil pessoas vivem com HIV no Brasil, sendo 87% delas diagnosticadas, de acordo com o Ministério da Saúde. Entre 2005 e 2016, o número de pessoas em tratamento do HIV foi triplicado, segundo a pasta.

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de aids, entre 1980 e junho de 2015. No intervalo de 2010 a 2014, foram registrados 40,6 mil novos casos por ano, em média.

Já em relação à mortalidade, houve uma redução de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.

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