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Um dia para marcar a luta das mulheres pela descriminalização do aborto no Brasil e na América Latina

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ABORTO
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Setenta mil mulheres morrem todos os anos no mundo em decorrência de abortos inseguros, de acordo com a OMS.

A discussão deveria ter esse argumento como foco, porém, falar de descriminalização no aborto no Brasil é tabu para muitas pessoas. Seja por razões religiosas, ideológicas ou políticas, o fato é que pouco se discute sobre a situação da parte mais vulnerável dessa disputa: as mulheres.

É por isso que grupos de mulheres promovem nesta quarta-feira (28) a Virada feminista online, cujo tema principal é o aborto. A data escolhida marca o dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe.

28 de setembro é marcado como o Dia Latino e Caribenho pela Descriminalização do aborto porque, já em 1990, na Argentina, ativistas de vários países latino-americanos se reuniram em um Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe. E foi nessa ocasião que decidiram propor um dia específico para estimular a conscientização sobre a descriminalização do aborto na região.

"A descriminalização do aborto passa longe de ser pauta de discussão política e honesta e segue ignorada nas campanhas eleitorais, sendo mantida ainda como tabu perante a sociedade. Enquanto isso, as mulheres continuam arriscando suas vidas para exercer o que acreditam ser melhor para si", argumenta e a descrição do evento no Facebook.

Você pode ver a programação completa aqui. No Twitter, ativistas aproveitaram a #PrecisamosFalarSobreAborto para expor argumentos sobre a importância da descriminalização com argumentos que desmontam os daqueles que defendem que o aborto deve continuar sendo um ato criminoso e não passa pela escolha da mulher:

Aborto no Brasil

O aborto é legal no Brasil apenas em três casos: estupro, gravidez de risco para a mulher ou má formação cerebral do feto. Em 2014, o Brasil registrou cerca de 1.613 abortos legais, 94% deles por estupro. Alguns ativistas que defendem o direito de escolha alegam que a cada ano são realizadas um milhão de interrupções clandestinas de gravidez.

LEIA MAIS:

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