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Brasil tem 28 assassinatos de candidatos em três meses, aponta jornal

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blood on the floor

Ser político - ou candidatar-se a um cargo - não garante uma imunidade: a dos ataques a tiros. Segundo levantamento do colunista Marcelo Soares, da Folha de S. Paulo, ao menos 28 candidatos a algum cargo eletivo nas eleições deste ano foram mortos desde junho.

Entre os alvos, apenas Gomes da Rocha - o caso de ontem, em Goiás - postulava o cargo de prefeito. As outras vítimas eram candidatos aos cargos de vereador.

Ainda segundo o levantamento do jornal, as motivações dos crimes raramente são políticas ou ideológicas. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde foram mortos 13 candidatos, apenas dois foram considerados casos com aspirações políticas.

Tiroteio em Goiás

O governador em exercício de Goiás, José Eliton de Figuerêdo Júnior, que é vice-governador e secretário de Segurança do estado, foi baleado nesta quarta-feira (28) quando participava de uma carreata do candidato à prefeitura do município de Itumbiara José Gomes da Rocha (PTB).

Ex-prefeito da cidade e ex-deputado federal, Rocha também foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo relatos de pessoas próximas ao governador em exercício, durante a evolução da carreata, um carro, na contramão, foi de encontro ao veículo em que estavam José Eliton e José Gomes da Rocha. O motorista do carro descarregou uma pistola na direção dos dois, atingindo também um policial militar que atuava na segurança do vice- governador. José Eliton levou dois tiros na região abdominal.

Episódio chocante e deplorável

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, considerou um "episódio chocante e deplorável" o atentado ocorrido ontem (28) ao candidato a prefeito de Itumbiara (GO) José Gomes da Rocha (PTB) e o vice-governador, José Eliton. O candidato morreu e o vice-governador foi baleado e está internado. Eles participavam de uma carreata do candidato à prefeitura.

"Deu a impressão realmente de um atentado e nós não temos, pelo menos nessa região, não tínhamos esse tipo de manifestação. As investigações estão sendo feitas, não se tem claro qual foi a motivação, qual foi o móvel, mas evidentemente parece estar associado a um contexto, ou uma atuação política", disse o ministro. "Isso certamente será devidamente esclarecido, mas realmente se trata de um episódio chocante e deplorável para todos os títulos", completou.

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