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'O Bebê de Bridget Jones': 5 motivos pelos quais valeu esperar 12 anos pela volta da personagem

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A jornalista inglesa Bridget Jones poderia ser tão rabugenta quanto aquela sua vizinha que você encontra toda manhã no elevador. Ou tão desesperançosa quanto você ao perceber que sua vida amorosa parece ter se tornado um lugar gelado e distante, como a Antártida.

Entretanto, ela não é nada disso. Bridget, mesmo diante de imprevistos e frustrações, mantém o bom humor e a autoestima – principalmente agora, aos 43 anos, quando ela está muito mais madura após passar por tantas decepções e momentos constrangedores.

É basicamente isso, além daquela deliciosa sensação que o reencontro com um velho amigo nos proporciona, que está evidente em O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones’s Baby, 2016), que chega aos cinemas nesta quinta-feira (29).

Ela continua atrapalhada, boca-suja e com raciocínio ágil, nesta que é sua terceira passagem pelo cinema, novamente com a sempre ótima Renée Zellweger dando vida à personagem. A primeira vez foi no clássico O Diário de Bridget Jones (2001), e a segunda, em Bridget Jones: No Limite da Razão (2004).

O HuffPost Brasil já assistiu ao novo filme e te explica, abaixo, por que a nova aventura – e que aventura – valeu a espera de 12 anos.

1. Bridget Jones, a rainha da porra toda.

Em O Bebê de Bridget Jones, a protagonista vive a melhor fase de sua vida profissional. Ela se tornou uma jornalista respeitada e trabalha como produtora em um noticiário de televisão. Além disso, Bridget conseguiu, finalmente, chegar ao peso ideal.

No entanto, em sua vida pessoal, as coisas não vão muito bem. Ao completar 43 anos, ela se vê em uma situação igual àquela de quando a conhecemos: solteira e tentando desvendar o que será de seu futuro no amor.

Ela e o advogado de direitos humanos Mark Darcy (Colin Firth), após sobreviverem a uma crise no relacionamento em No Limite da Razão, romperam o namoro. Desde então, Bridget não encontrou um novo parceiro. O mulherengo Daniel Cleaver (Hugh Grant) ficou no passado – nem ele, especializado nesses momentos, dá as caras.

Na tentativa de retomar sua vida amorosa, Bridget, atrapalhada como é, acaba tendo uma recaída com Mark e faz sexo com ele. Poucos dias antes, entretanto, ela também transou com o bonitão e ricaço Jack Qwant (Patrick Dempsey), que trabalha como uma espécie de “guru” de relacionamentos.

A dúvida de Bridget é: quem é o pai? Seu antigo amor, um gentleman elegante e de educação irretocável, ou o cativante grisalho de sorriso largo e corpo atlético?

No caminho entre o surgimento do mistério e sua resolução, a personagem mostra que ainda sabe como se divertir, faz amigos por onde passa e nos proporciona momentos impagáveis de riso e identificação.

Nós já vimos Bridget correr na neve usando só tênis e suéter para encontrar o homem que ama. Também já a vimos ser presa na Tailândia. Agora chegou a vez de vê-la em uma nova enrascada épica.

2. Renée Zellweger.

bridget jones

Ela nasceu para viver Bridget Jones e Bridget Jones nasceu para ser vivida no cinema pela atriz.

O ótimo desempenho de Renée Zellweger mostra que, mesmo após todo esse tempo, ela ainda tem intimidade com a personagem e a conhece muito bem.

Zellweger é mais uma vez impecável fazendo o sotaque londrino do inglês e ao transmitir a leveza de espírito da personagem tanto em seus momentos de alegria, quanto nos de fragilidade, ou nas incontáveis cenas de “vergonha alheia”. Ela foi indicada ao Oscar pelo primeiro filme e ao Globo de Ouro pelo segundo.

O rosto da atriz, hoje aos 47 anos, tem sido assunto recorrente na imprensa nos últimos tempos. As supostas cirurgias plásticas que ela fez a colocaram no centro de uma espiral de machismo e etarismo, mas em O Bebê de Bridget Jones, a artista é tão brilhante e carismática que todo o burburinho paralelo ao filme se torna apenas uma perda de tempo. As habilidades dramáticas e a beleza de Zellweger continuam inabaladas.

3. Emma Thompson.

bridget jones emma thompson

Além da ótima performance como Dra. Rawlings, ginecologista e obstetra de Bridget, a atriz Emma Thompson é responsável pela versão final do texto.

Thompson – vencedora do Oscar de melhor roteiro adaptado por Razão e Sensibilidade (1995) –, um dos principais nomes da dramaturgia e do humor da Grã-Bretanha, supera os longas anteriores da franquia na função.

Todo o desenrolar da história, com seus momentos de ternura, piadas grosseiras e drama, flui com naturalidade; Thompson encaixa subtramas envolventes que começam e terminam sem tropeços.

Sem desmerecer o bom trabalho do time responsável pelos roteiros dos filmes anteriores – incluindo aí Helen Fielding, autora dos livros de Bridget Jones, e Richard Curtis, criador de Mr. Bean e indicado ao Oscar por Quatro Casamentos e um Funeral (1994) –, Thompson, basicamente, faz a narrativa funcionar de forma mais sofisticada e repleta de reviravoltas. E apresenta também o feminismo bem humorado e perspicaz que é uma de suas marcas registradas, além abordar a personagem e seu universo de maneira atualizada.

Outro nome importante da comédia britânica que também assina o roteiro de O Bebê de Bridget Jones é Dan Mazer, indicado ao Oscar por Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006), e novamente, a própria Fielding. O enredo não se baseia nos livros.

4. A trilha sonora.

Como não pode faltar na trilha de um filme de Bridget Jones, há soul e disco, como a pertinente We Are Family, do grupo Sister Sledge. Uma adorável canção de Ellie Goulding, Still Falling for You, foi feita especialmente para o longa.

Ed Sheeran, além de aparecer na seleção musical com Thinking Out Loud, faz algumas pontas. Engraçadíssimas, diga-se de passagem.

5. Os amigos de Bridget.

Com a protagonista, Jude (Shirley Henderson), Shazza (Sally Phillips) e Tom (James Callis) formam, mesmo sem superpoderes, um quarteto fantástico.

Nós os acompanhamos desde o primeiro filme. Eles dançaram, encheram a cara, trocaram confidências e cresceram juntos. E, na atual fase de Bridget, eles estão lá por ela novamente.

Todos levaram suas vidas adiantes: Jude tem a impressionante quantidade de quatro filhos – e virou uma metralhadora da palavra “fuck” –, Shazza também está casada e tem filhos, e Tom e seu marido estão em via de adotar uma criança.

(Helen Fielding, vale relembrar, se inspirou na amiga Sharon Maguire, diretora deste e do primeiro longa, para criar Shazza.)

Isso faz com que Bridget se sinta, inevitavelmente, isolada. No entanto, uma nova amiga dá apoio à personagem e traz frescor ao enredo, Miranda (Sarah Solemani), âncora do telejornal no qual Bridget trabalha, uma força da natureza usando salto alto.

Os pais de Bridget, Colin (Jim Broadbent) e Pamela (Gemma Jones), não têm tanto destaque quanto nos longas anteriores, mas garantem boas risadas na companhia da amiga da família Una (Celia Imrie).

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O Bebê de Bridget Jones tem duração de 123 minutos e distribuição da Universal Pictures.

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