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Os britânicos estão ficando cada vez mais deprimidos e ansiosos

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O número de pessoas com depressão e ansiedade está aumentando no Reino Unido, segundo um novo relatório.

Ao mesmo tempo, dados sobre bem-estar do Instituto Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês) revelaram que a satisfação geral com a saúde — incluindo saúde mental — está em declínio.

Entre 2013 e 2014, 44,6% das pessoas disseram que estavam completamente ou na maior parte satisfeitas com a própria saúde, abaixo dos 46,4% verificados um ano antes.

No entanto, 19,7% dos entrevistados disseram ter sofrido de ansiedade ou depressão, comparados aos 18,3% do ano anterior.

ansiedade

Ao analisar os resultados, Nia Charpentier, da organização britânica Rethink Mental Illness, disse: “Uma em cada quatro pessoas [no Reino Unido] terá um problema mental ao longo da vida, e doenças como ansiedade e depressão, como esse dado revela, são extremamente comuns”.

Segundo ela, “é importante reconhecer que não existe uma única razão para tais distúrbios, mas fatores como estilo de vida, acontecimentos estressantes, como dificuldades financeiras ou término de um relacionamento, podem aumentar a probabilidade de alguém ter problemas de saúde mental”.

Apesar do aumento dos níveis de ansiedade e depressão, os dados sobre bem-estar de fato mostram que algumas áreas da vida estão melhorando no Reino Unido, com mais pessoas trabalhando, maior renda familiar disponível e menos indivíduos dizendo que têm problemas financeiros.

Quase um terço (29,2%) das pessoas na pesquisa de 2015-16 revelaram altos níveis de satisfação com suas vidas em geral, uma parcela semelhante à do ano anterior.

Em 2013-14, cerca de uma em cada dez pessoas (9,1%) disseram que estavam passando por problemas financeiros, 1 ponto percentual abaixo do ano anterior.

O número de pessoas que revelaram não estar estudando ou trabalhando também caiu de 12,6% entre abril e junho de 2015 para 11,7% este ano.

No geral, dos 43 indicadores de bem-estar, 10 mostraram melhora, 4 caíram e 22 permaneceram estáveis comparados com o ano anterior.

Rosi Prescott, executiva-chefe da Central YMCA, disse: “Embora seja positivo ver que alguns aspectos de bem-estar geral estão melhorando, há ainda muito trabalho a ser feito em algumas das áreas que mais importam — saúde e bem-estar mental.

“Indicadores de satisfação com a saúde em geral pioraram, enquanto os que mostram evidências de depressão ou ansiedade aumentaram — esses números são desanimadores, mas não uma surpresa”, diz Prescott.

Ela continua dizendo que “as pressões do trabalho e educação, isolamento como resultado de estar ‘sempre ligado’ nas redes sociais e pressões financeiras como consequência da crescente desigualdade econômica e mensalidades escolares mais caras provavelmente contribuíram para os números”.

Prescott acrescentou: “O bem-estar dos indivíduos de nossa nação deve ser a prioridade número um, antes que fiquemos ainda mais atrás de países vizinhos como Noruega, Alemanha e Holanda, que nos superam nesse aspecto”.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

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