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Rodrigo Duterte, líder das Filipinas, se compara ao ditador Adolf Hitler e fala em 'massacrar' viciados em drogas

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Montagem/Reuters
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O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, se comparou ao ditador Adolf Hitler para dizer que, assim como o líder nazista massacrou milhões de judeus, ele "ficará feliz em massacrar" milhões de viciados em drogas.

De acordo com o jornal britânico Guardian, durante uma entrevista coletiva em Davao, o político - que já foi promotor - disse que foi comparado pelos seus críticos ao "primo de Hitler".

"Se a Alemanha teve Hitler, as Filipinas terão...", disse ele, apontando para si mesmo. Em seu discurso, segundo a BBC, ele ainda chamou os EUA e a União Europeia de "hipócritas".

"Vocês conhecem minhas vítimas. Eu gostaria que fossem todas criminosas para encerrar o problema do meu país e salvar a próxima geração da perdição".

Mais de seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas e por seus colaboradores durante a Segunda Guerra Mundial.

O governo da Alemanha rechaçou os comentários de Duterte e classificou sua fala como "inaceitável". O presidente do Congresso Mundial Judeu, Ronald Lauder, disse que a manifestação do presidente é "revoltante", e exigiu que ele se retrate e peça desculpas.

"O abuso de drogas é um problema sério. Mas o que o presidente Duterte disse, além de profundamente desumano, demonstra um apavorante desrespeito pela vida humana que é realmente decepcionante para um líder democraticamente eleito por um grande país", disse Lauder.

Representante da Human Rights Watch, Phil Robertson disse que estava se perguntando o motivo pelo qual alguém gostaria de se comparar com "um dos maiores assassinos em massa da história da humanidade".

Duterte conquistou a presidência em uma eleição em maio com a promessa de acabar com as drogas e a corrupção no país de 100 milhões de habitantes. Ele assumiu no dia 30 de junho, e mais de 3.100 pessoas foram mortas desde então, a maioria supostos usuários de drogas e traficantes, em operações policiais e execuções de homens armados.

Dois dias antes da eleição filipina, o então presidente Benigno Aquino alertou que a popularidade crescente de Duterte se assemelhava à de Hitler nos anos 1920 e 1930.

"Espero que aprendamos as lições da história", disse Aquino em observações que tiveram grande divulgação. "Deveríamos lembrar como Hitler chegou ao poder".

(Com informações da Reuters)

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