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Colombianos rejeitam acordo com as Farc por margem estreita

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COLOMBIA
John Vizcaino / Reuters
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Os colombianos rejeitaram por pouco um acordo de paz com os insurgentes marxistas neste domingo, mergulhando o país em incerteza e gerando uma enorme derrota ao presidente Juan Manuel Santos, que apostou sua reputação no fim da guerra de 52 anos.

Antes do referendo, Santos, 53 anos, disse que não tinha um plano B e a Colômbia retornaria à guerra se o voto pelo "não" ganhasse.

Tanto Santos quanto os líderes das Farc já disseram que não é possível renegociar o acordo, que encerrava 52 anos de um conflito que deixou mais de 220 mil mortos. Está em vigor atualmente um cessar-fogo bilateral, e a decisão de anulá-lo está nas mãos do presidente.

Por outro lado, a guerrilha está decidida a converter-se em partido político, mas não se sabe até que ponto o "não" dos colombianos pode atrapalhar esses planos. Especialistas citados pela imprensa local dizem que a decisão de manter a paz depende mais das Farc do que de Bogotá.

Mais cedo, Santos fez um apelo para que todos os colombianos fossem às urnas. Ele citou, ainda, o ativista indiano Mahatma Gandhi e pediu que os colombianos abraçassem a cultura de paz defendida por ele.

“Hoje, nesse dia, nasceu Gandhi, esse personagem da história universal que nos ensinou tanto sobre a cultura da não violência. Quero ressaltar essa feliz coincidência. Nós, aqui na Colômbia, também devemos optar por essa cultura da não violência”, afirmou Santos, que votou em Bogotá.

Pesquisas apontavam vitória confortável do acordo no plebiscito, mas os eleitores colombianos surpreenderam as projeções e a opção "não" acabou vencendo com 50,23% contra 49,76%, com 99,59% das seções apuradas. Apenas cerca de cerca de 40% dos eleitores aptos foram às urnas.

(Com informações da ANSA e da Reuters
)