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'Se eu fosse defensor de bandido eu me candidataria pelo PMDB', acusa Freixo após ir para 2º turno

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MARCELO FREIXO
Rio de Janeiro's mayoral candidate, Marcelo Freixo, of the Socialism and Freedom Party (PSOL), gestures after casting his vote during the municipal elections' first round in Rio de Janeiro, Brazil, on October 2, 2016.Brazilians furious at recession and corruption voted Sunday in municipal elections amid heightened security after a series of murders of candidates. Among the first to cast his ballot in the financial capital Sao Paulo was Brazilian President Michel Temer from the center-left PMDB p | YASUYOSHI CHIBA via Getty Images
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O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), discursou para uma multidão na noite deste domingo (2) em frente aos Arcos da Lapa. "Se deixar a gente chegar no segundo turno, a gente vai ganhar a eleição nessa cidade. Ninguém mais segura mais a gente".

Freixo recebeu 18,26% dos votos válidos, e disputa o segundo turno com o candidato do PRB, Marcelo Crivella, que recebeu 27,78% dos votos válidos.

O candidato fez críticas pesadas ao PMDB, partido do presidente Michel Temer. "Nós não estamos chegando em um segundo turno qualquer. A gente acabou de sair de um golpe, e agora derrota o partido golpista", disse ele, se referindo ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e ao candidato do PMDB, Pedro Paulo, que recebeu 16,12% dos votos válidos e ficou em terceiro lugar.

""Quer me chamar de defensor de bandido, mas se eu fosse defensor de bandido eu me candidataria pelo PMDB não pelo PSOL", ironizou.

Bastante aplaudido por apoiadores e militantes, Freixo comentou sua estratégia de campanha, marcada pelo pouco tempo que o PSOL tinha na propaganda política: 11 segundos. "Nossa política é feita com afeto, política para a gente é um gesto de amor".

"Ganhamos a eleição no primeiro turno com 11 segundos de televisão. Nos não tínhamos tempo de televisão, mas desde o início falamos claramente que iríamos para a rua e organizar a militância", afirmou o candidato, que apostou também em uma forte estratégia de mídias sociais. "Nós chegamos no segundo turno não foi para ganhar uma eleição, mas para mudar a história do Rio de Janeiro".

Em seu discurso, o candidato também fez críticas pesadas à "escola sem partido", e enalteceu a luta pelos direitos humanos. "Nós vamos ganhar a eleição nessa cidade, reafirmando o compromisso com os mais pobres, porque isso é a defesa dos direitos humanos em uma cidade como o Rio de Janeiro", disse ele, que afirmou que desistiria da candidatura se não pudesse conciliar a prefeitura com a luta pelos direitos humanos. "Dignidade não pode ter cep", afirmou Freixo, dizendo que vai dedicar especial atenção aos bairros mais carentes da capital fluminense.

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