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Após Lava Jato e impeachment, PT sofre derrota expressiva nas capitais e desidratação nacional

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REUTERS/Nacho Doce
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Os integrantes do Partido dos Trabalhadores viram na noite deste domingo (2) o reflexo nas urnas dos últimos escândalos que envolveram a legenda. O PT saiu derrotado na quantidade de prefeituras conquistadas em comparação ao pleito anterior, perdeu nas principais capitais, onde costumava ter uma votação expressiva e em cidades, que costumavam ser reduto da sigla do Nordeste.

Em 2012, foram 630 prefeituras conquistadas. Neste ano, menos da metade, 251. Das capitais, conseguiu eleger Marcus Alexandre no primeiro turno, em Rio Branco, e levar João Paulo para o segundo turno em Recife. São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, onde o PT, costumava brigar pela prefeitura, fizeram outras escolhas.

Cidades pequenas do Nordeste, nas quais o PT tinha uma administração consolidada, também eliminaram o partido do mando. Reduto eleitoral do PT há quase duas décadas, Pintadas trocou a petista Neusa Cadore pelo candidato do DEM, Batista da Farmácia.

Poucas semanas antes das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já previa o cenário catastrófico. A estratégia do ex-presidente era esperar as eleições para traçar um plano de reestruturação da legenda, com reaproximação com os movimentos sociais e uma possível mea-culpa.

Neste domingo, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Dilma Rousseff, Edinho Silva - eleito prefeito de Araraquara- já ensaiou o próximo discurso do PT. Disse, segundo a Folha de S.Paulo, que o partido “precisa fazer autocrítica”.

De 2014, quando o partido saiu vitorioso da eleição presidencial, para cá, a legenda viu a presidente eleita Dilma Rousseff deixar o comando do País, por meio de um processo de impeachment, deflagrado em meio a uma crise política, econômica e social, com a qual parecia não saber lidar.

Nomes de peso do PT se tornaram um dos principais alvos da Operação Lava Jato, como os três últimos tesoureiros da legenda, o líder de governo, Delcídio do Amaral, que chegou a ser preso e foi cassado. Na última semana, a ex-ministra da Casa Civl, Gleisi Hoffmann se tornou ré e o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci foi preso.

Foi uma constante série de escândalos que resultou no esvaziamento da legenda. O resultado já esperado foi apenas confirmado neste domingo.

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