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Conheça Lynette Yiadom-Boakye, aclamada pintora negra por trás dos novos clipes de Solange

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Racismo e identidade negra são questões sociais abordadas em A Seat at the Table (Um Lugar à Mesa), novo álbum da cantora Solange, irmã de Beyoncé.

Você viu aqui no HuffPost Brasil que esse disco levou quatro anos para ser realizado, traz diversas parcerias e participações especiais e tem uma mensagem de empoderamento tão forte e contundente quando Lemonade, lançado no primeiro semestre por Queen Bey.

Para acompanhar o álbum, Solange lançou também dois videoclipes, um deles para a música Don't Touch My Hair - em que ela exalta os traços e a estética afro de forma poética.

O registro codirigido pela cantora e seu marido, Alan Ferguson (assim como todo o álbum), reúne dançarinos negros uniformizados, exibindo penteados variados e participando de coreografias inusitadas com ares de dança contemporânea.

lynette yiadomboakye

Em declarações à imprensa, Solange citou a obra de Lynette Yiadom-Boakye, aclamada artista plástica britânica de ascendência ganesa, como uma das influências em A Seat at the Table. O que não se sabia até o lançamento do videoclipe de Don't Touch My Hair que essa influência seria explícita.

O usuário do Twitter @joshjenks foi um dos primeiros a apontar que um trecho do vídeo de Do not Touch My Hair se assemelha a uma das pinturas de Lynette.

Amo como Solange usa o trabalho de Lynette Yiadom-Boakye ncomo inspiração para a dela. Esta peça se chama 'Compilation' (2013).

Depois que a revista W Magazine revelou semelhanças entre trechos do clipe e obras de Lynette Yiadom, o site The Fader resolveu fazer uma compilação desses frames.

Veja a seguir:

quadro 1

trecho1

quadro 2

trecho 2

quadro 3

trecho 3

Assista ao clipe de Don't Touch My Hair:

O jornal The Guardian descreve Lynette Yiadom Boakye como "uma das grandes manipuladoras da vida quando se trata de pintar". Suas obras retratam basicamente indivíduos fictícios, sempre de pele escura. A artista afirma que não vê seu trabalho (e a visibilidade que dá à figura do negro na arte) como algo extraordinário, já que ela também é negra.

"Quando a questão da cor vem a tona, eu acho que seria estranho se minhas pinturas retratassem brancos; afinal de contas, fui criado por pessoas negras [...] Para mim essa sensação de uma espécie de normalidade não é necessariamente de comemoração, é mais uma ideia geral de normalidade. Este é um gesto político para mim. Estamos acostumados a olhar para retratos de pessoas brancas na pintura."

Conheça mais obras de Lynette Yiadom-Boakye aqui.

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