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Maneira de Temer governar é desaprovada por 55% dos brasileiros, aponta pesquisa CNI/Ibope

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MICHEL TEMER
Lula Marques / AGPT
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A aprovação da maneira de governar de Michel Temer, empossado presidente da República desde 31 de agosto, caiu, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (4).

Entre os entrevistados, 55% desaprovam a maneira de governar do peemedebista, 28% aprovam e 17% não respondeu.

Para 39% a gestão é ruim ou péssima, para 34% regular e 14% avaliam a gestão como boa ou ótima. Outros 12% não souberam opinar ou não responderam.

Quanto à confiança no presidente, 68% não confia, 26% confia e 6% não sabe ou não respondeu.

Os dados foram coletados entre os dias 20 e 25 de setembro, com 2.002 pessoas em 143 municípios e a sondagem tem dois pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos e grau de confiança de 95%.

Em pesquisa divulgada em 1º de julho pela CNI, 13% dos entrevistados avaliaram a gestão de Temer como ótima ou boa, 36% classificaram como regular e 39% como ruim ou péssima. Não souberam ou não responderam 13%.

Na mesma sondagem, 31% aprovavam a maneira de Temer governar, 14% desaprovavam e 27% confiavam no presidente.

O governo de Dilma Rousseff, em março, teve 10% de ótimo ou bom como avaliação, enquanto 69% julgaram seu segundo mandato como ruim ou péssimo.

Em relação ao governo de Dilma Rousseff, 24% dos entrevistados consideram a gestão atual melhor, 38% igual e 31% pior. Não sabem ou não responderam 7%. Na avaliação anterior, 23% consideravam melhor, 44% igual e 25% pior. Não sabem ou não responderam 8%.

Quanto às expectativas em relação aos próximos anos do governo, 24 % respondeu bom ou ótimo, 30% regular e 38% ruim ou péssimo. Não sabem ou não responderam 8%. Na sondagem anterior, os percentuais eram de 24%, 32%, 35% e 9%, respectivamente.

Jovens

Jovens entre 16 e 24 anos são o segmento que mais rejeitam o governo Temer. Nessa faixa, subiu de 33% para 38% quem avalia a gestão como ruim ou péssima. Os que desaprovam a maneira de governar foi de 54% para 60%.

Já os entrevistados com maior renda e dos estados do Sul são mais favoráveis à gestão do PMDB. Na região Sul, foi de 12% para 21% os que consideram o governo ótimo ou bom. Entres os entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos, 20% consideram o governo bom ou ótimo, 35% aprovam a maneira de Temer governar e 32% confiam no presidente.

Para 43% dos entrevistados, as notícias recentes são mais desfavoráveis ao governo, enquanto 18% acha que são mais favoráveis.

A reforma da previdência aparecer como notícia citada por 10% dos entrevistados. Seguida, 7% lembraram das manifestações contra o governo Temer e 5% da viagem do presidente à China, para participar do G20.

Análise

Na avaliação de Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, o cenário se manteve estável. "Não houve mudança significativa. As mudanças foram dentro da margem de erro", afirmou em entrevista a jornalistas.

Ele destacou o número de entrevistados que não soube avaliar o governo Temer ou não respondeu. "Isso mostra que a população ainda está conhecendo melhor o governo Temer", disse.

Para Fonseca, os índices baixos de popularidade são relacionados à repercussão de medidas impopulares propostas, como a reforma da Previdência, das leis trabalhistas e do Ensino Médio.

"Se não houver um debate muito claro com a sociedade isso acaba podendo ser interpretado negativamente", afirmou. Ele apontou ainda que o governo pode melhorar a avaliação se conseguir "dar um exemplo positivo com o corte de gastos públicos".

Esta é a segunda pesquisa CNI/Ibope desde que Temer assumiu o Planalto, após o afastamento de Dilma. Ao longo do segundo mandato da petista, foram dez pesquisas Datafolha e cinco Ibope. Praticamente uma sondagem divulgada por mês.

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