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Luíza Brunet presta homenagem à Maria da Penha no 21º Prêmio CLAUDIA

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São Paulo foi palco nesta quarta-feira (5) de uma grande celebração às mulheres que superam dificuldades, transformam pessoas e colaboram para um futuro mais justo.

Sob condução de Eduardo Moscovis, acontece a entrega do 21º Prêmio CLAUDIA. A cerimônia contou com pocket show de Paula Lima e as presenças da de Raíssa Santana e Sabrina de Paiva, respectivamente Miss Brasil e Miss São Paulo 2016, além da atriz Carolina Ferraz e da apresentadora Chris Flores.

Ao longo da noite foram premiadas as vencedoras das categorias Cultura, Trabalho Social, Negócios, Políticas Públicas, Ciências, Revelação e Consultora Natura Inspiradora, para consultoras da marca patrocinadora engajadas em trabalhos de impacto social.

O momento de maior emoção da festa ficou reservado para o final, quando a atriz e modelo Luiza Brunet subiu de surpresa ao palco para entregar o prêmio Hors-Concours da edição a Maria da Penha, ícone da luta contra a violência doméstica.

A farmacêutica bioquímica deu nome à lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, um dos principais recursos legais na defesa dos direitos da mulher no Brasil.

A atriz move atualmente um processo contra seu ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto, por violência doméstica - graças à lei Maria da Penha. Os episódios de agressão vieram a público em julho.

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No discurso de introdução ao prêmio, Luiza abordou o caso:

“Ao denunciar o meu caso de agressão, sinto que emprestei minha voz a mulheres de todo o Brasil que ainda sofrem esse tipo de violência. Nesse momento tão delicado da minha vida, há uma pessoa que eu gostaria muito de agradecer. Alguém que, não só eu, mas todas as brasileiras devem muito. Eu não sei o que ela passou, mas eu sofri e sei avaliar muito bem a dor de qualquer mulher em situação de violência.”

Acompanhada pelas três filhas, Maria da Penha agradeceu a homenagem e elogiou a coragem de Luiza Brunet de enfrentar o duro episódio nos termos da justiça. Durante sua fala, a Maria ainda fez críticas aos problemas de aplicação da lei no Brasil:

“O seu caso mostra que a violência doméstica está presente em todos os níveis da sociedade. Parabéns por haver denunciado. Há uma enorme dificuldade da lei ser implementada nos municípios. A lei não funciona pela falta de comprometimento dos gestores públicos. Nem todas as capitais possuem juizado de enfrentamento da violência, ou delegacias da mulher que funcionem depois das 17h, aos feriados, ou durante o carnaval. A finalidade da lei não é punir os homens, e sim punir os homens agressores que não consideram suas companheiras como seres humanos. Precisamos dos bons homens para que a lei funcione de verdade.”

O Prêmio CLAUDIAHors-Concours foi criado em 2009 para homenagear mulheres com histórias de vida inspiradoras. A honraria já foi dada para a apresentadora Hebe Camargo, as atrizes Bibi Ferreira e Marieta Severo, a escritora Lygia Fagundes Telles, a presidente Dilma Rousseff e a refugiada nigeriana Jonathan.

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