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Apesar de pregar corte de gastos, Temer investe em campanha contra governo PT

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MICHEL TEMER
Beto Barata / PR
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Em busca de apoio popular às medidas econômicas, o governo de Michel Temer iniciou nesta semana uma campanha publicitária com duras críticas à gestão de Dilma Rousseff.

Com o título "Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer", o anúncio nos jornais enumera despesas federais não pagas pelo governo do PT; transferências atrasadas a estados, municípios e organismos internacionais; obras públicas inacabadas por falta de recursos e prejuízos de estatais.

Ao final, o governo Temer defende que "equilibrar as contas públicas é mais do que necessário" para "nunca mais ter pedaladas", "para nunca mais ter R$ 170 bilhões de contas públicas no vermelho" e para "definitivamente nunca mais ter 12 milhões de desempregados".

Ao assumir interinamente o comando do País, em 12 de maio, Temer contou que ao passar por um posto de gasolina no interior de São Paulo viu uma placa com o seguinte dizer: “Não fale em crise, trabalhe”. E, em seguida, pensou em replicar em vários pontos do País. Segundo ele, isto ajuda a reverter o clima de crise.

Nesta semana, o Planalto se empenha na aprovação da PEC 241/2016, que estabelece um teto de gastos públicos.

Ao jornal Folha de São Paulo, o governo informou que, por enquanto, não tem um valor porque ainda não fechou negociações com todos os veículos envolvidos.

Checagem feita pela Agência Lupa mostra que algumas frases do anúncio não são verdadeiras.

De acordo com a propaganda, "as notas dos estudantes no exame do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) praticamente não cresceram".

Nos anos iniciais do ensino fundamental, contudo, a média nacional foi de 3,8 em 2005 para 5,5 em 2015, ultrapassando a meta de 5,2 traçada pelo próprio governo para aquele ano.

A campanha de Temer diz também que a nova gestão extinguiu 4,2 mil cargos de confiança.

De acordo com o jornal Extra, foram exoneradas 5.524 pessoas que ocupavam cargos comissionados no governo federal. No entanto, nesse mesmo período, outras 7.236 pessoas foram nomeadas.

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