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FOTOS: A força do furacão Matthew, que assolou o Haiti e chegou aos EUA

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O primeiro grande furacão que ameaça atingir diretamente os Estados Unidos em mais de dez anos provocou chuvas intensas e ventos fortes na Flórida nesta sexta-feira (7), depois de matar ao menos 800 pessoas no Haiti em sua marcha destrutiva rumo ao norte através do Caribe.

O furacão Matthew provocou rajadas de vento de 115 km/h e temporais em comunidades litorâneas da Flórida enquanto se movia paralelamente e ao longo do litoral da costa leste do Estado, perto do Cabo Canaveral, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) em um comunicado. Até agora, uma vítima fatal foi registrada no país. Segundo a Globo News, trata-se de uma mulher de 50 anos, que sofreu um ataque cardíaco.

"Estamos nos preparando, e os ventos estão aumentando", disse o prefeito de Daytona Beach, Derrick Henry, à rede CNN no início desta sexta. "Um grande número de nossos moradores deu atenção a nossos alertas, e certamente estamos preocupados com aqueles que não deram".

"Você sempre pode reparar e reconstruir - e nós estaremos aqui para ajudá-lo. O mais importante que você pode fazer agora é manter você e sua família em segurança", escreveu a Casa Branca em um comunicado, pedindo que toda a população fique atenta às recomendações do governo.

O governador da Flórida, Rick Scott, faz alertas sobre os perigos dessas tempestades. Dirigindo-se à população da costa da Flórida, ele deu a seguinte declaração: "Saiam do caminho dessa tempestade, porque infelizmente ela pode matar vocês"

Cerca de 1 milhão de residências da Flórida ficaram sem eletricidade, relatou a mídia local. Em West Palm Beach, ruas e casas ficaram no escuro, e a rodovia 95 ficou vazia enquanto a tempestade atravessava a comunidade de 100 mil pessoas. Foi também a quarta vez na história que os parques da Disney fecharam suas portas.

O Matthew está gerando ventos extremamente perigosos de 195 km/h, disse o NHC. Brasileiros que vivem no local relatam um cenário de tensão, toque de recolher e uma corrida para estocar água, comida e combustível.

"Todos vamos dormir no corredor dos quartos, onde não tem janela, porque há risco do vidro ser atingido por árvores. Impossível não causar um pouco de pânico nas pequenas com tudo isso..."escreveu a jornalista Patrícia Maldonado, que vive em Orlando.

Os ventos do furacão haviam diminuído na noite de quinta-feira e na manhã desta sexta-feira, o que o reduziu para a categoria 3 na escala de cinco graus de intensidade dos furacões, situação na qual pode tanto seguir continente adentro quanto passar ao longo do litoral dos EUA no oceano Atlântico até a noite desta sexta-feira, segundo o NHC, que tem sede em Miami.

Poucas tempestades com ventos tão intensos quanto os do Matthew atingiram a Flórida, e o NHC alertou para "impactos potencialmente desastrosos".

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA disse que a tempestade pode ser a mais forte a golpear o nordeste da Flórida em 118 anos.

Às 6h (horário de Brasília), o Matthew estava cerca de 65 quilômetros ao sudeste do Cabo Canaveral, informou o NHC, seguindo para norte-noroeste a cerca de 20 quilômetros por hora. A previsão é que continue nesse caminho durante o início da sexta-feira. O NHC disse que a tempestade deve enfraquecer gradualmente durante as próximas 48 horas.

O furacão também está afetando o transporte aéreo dos Estados Unidos. De quarta-feira (6) até hoje, mais de 3.800 voos foram cancelados nos aeroportos de Miami, uma das principais cidades da Flórida, de Atlanta, capital da Geórgia, e de outras cidades norte-americanas.

Ao menos 478 pessoas morreram no Haiti, afirmaram autoridades locais, e milhares foram deslocadas depois de a tempestade derrubar casas, arrancar árvores e inundar bairros no começo da semana. Quatro pessoas perderam a vida na República Dominicana, que faz fronteira com o Haiti.

  • Cavaillon, Haiti
    Andres Martinez Casares / Reuters
  • Les Cayes, Haiti
    Andres Martinez Casares / Reuters
  • Cocoa Beach, Florida
    Mark Wilson via Getty Images
  • South Daytona, Flórida
    Phelan Ebenehack / Reuters
  • Les Cayes, Haiti
    Andres Martinez Casares / Reuters
  • Cavaillon, Haiti
    Andres Martinez Casares / Reuters
  • Litoral da Flórida
    NOAA NOAA / Reuters
  • Jeremie, Haiti
    Carlos Garcia Rawlins / Reuters
  • Jeremie, Haiti
    Carlos Garcia Rawlins / Reuters
  • Baracoa, Cuba
    ASSOCIATED PRESS
  • Les Cayes, Haiti
    ASSOCIATED PRESS

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