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A greve não acabou em todos os bancos. Saiba como não sair prejudicado por essa paralisação

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GREVE DOS BANCRIOS
Brayan Martins/ PMPA
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Nos últimos 31 dias, brasileiros que precisavam pagar contas, fazer saques ou transferências acima do limite permitido pelo bancos, precisavam fazer o PIS/Pasep ou simplesmente desbloquear a senha foram impedidos por causa da greve dos bancos.

Agora, com o fim da greve nos bancos privados e do Banco do Brasil — embora bancários da Caixa do Rio de Janeiro e de São Paulo sigam com a paralisação, já é possível regularizar a situação.

Para quem teve problemas pela ausência do serviço bancário, o ideal é regularizar a situação o quanto antes. Prejuízos financeiros, no entanto, podem ser questionados na Justiça. O problema é que é preciso comprovar que ficou inviável realizar o pagamento ou o serviço cobrado.

O Procon de São Paulo, por exemplo, tem enfatizado que a greve não exime o cliente do pagamento de contas. Os terminais de autoatendimento continuaram funcionado e as empresas credoras são obrigadas a oferecer mais de uma forma de pagamento.

Por outro lado, o Procon tem orientado as empresas a não negativar o nome do consumidor nem cobrar encargos referentes ao período de paralisação dos bancários. Caso o nome do consumidor seja enviado para algum serviço de proteção ao crédito, ele pode procurar o Procon ou os juizados especiais.

"A greve não é uma situação gerada pelo consumidor... O atraso no pagamento não deve gerar penalidades para ele. Caso esgotem todas as tentativas de pagamento, a dívida não poderá ser cobrada com juros ou multa.

Mas é interessante manter alguma prova da tentativa de pagamento, como por exemplo, uma foto tirada de um aparelho celular ou uma filmagem, mostrando que a agência estava fechada. Além disso, servem de prova as notícias publicadas pela imprensa, como filmagens e recortes de jornais.

É importante que, ao entrar em contato com a empresa, pedindo uma alternativa para pagamento, anotar o dia e a hora desse contato, além de pedir o número de protocolo do atendimento”, alerta o Procon de Santa Catarina.

Além disso, os bancos são obrigados a oferecer serviços essenciais. Em João Pessoa, pelo menos 23 agências foram autuadas por descumprir as regras.

Resultado da greve

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu ao Comando Nacional dos Bancários, na 11ª rodada de negociação, um acordo com validade de dois anos, no qual, em 2016 a categoria vai receber reajuste de 8% e abono de R$3,5 mil; o vale-refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale-alimentação em 15%; em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

Os bancários conquistaram também o abono de todos os dias parados. A extensão da licença paternidade subirá para 20 dias entrará na Convenção Coletiva de Trabalho, com validade a partir da definição do benefício fiscal pelo governo, informou o sindicato.

Os trabalhadores reivindicavam no início da campanha salarial reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880).

Esta foi a greve mais longa da categoria desde 2004.

(Com Agência Brasil)

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