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Como o vídeo de Donald Trump pode ARRUINAR sua candidatura à presidência

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DONALD TRUMP
David Becker / Reuters
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O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu em um vídeo fazendo comentários machistas e obscenos sobre mulheres.

As imagens foram divulgadas pelo jornal "The Washington Post", geraram uma série de reações e abriram um nova crise na campanha do magnata, a um mês das eleições. No vídeo, gravado em 2005, Trump diz que se pode "fazer qualquer coisa com as mulheres quando se é famoso".

O áudio foi obtido durante uma conversa com o apresentador Billy Bush sobre uma tentativa falida de Trump seduzir uma mulher casada. Trump e Bush eram transportados em um trailer até o estudio da NBC, onde o magnata faria uma participação, e o microfone de lapela gravou a conversa. "Tratei-a como uma vadia, tentei fod*-la, mas não consegui chegar lá. Ela era casada", disse Trump, em tom de deboche, sobre a mulher que tentava conquistar.

"Avancei para ela com muita força. Na verdade, até a levei a uma loja de móveis. Ela queria alguns móveis. E eu disse: 'Eu te mostro onde é que há bons móveis", contou. "Sabe que sou automaticamente atraído por mulheres bonitas. Eu simplesmente as beijo. É magnético. Nem mesmo espero. E quando você é famoso, elas deixam você fazer qualquer coisa. Pegá-las da maneira como quiser. Pegá-las pela buc**. Você pode fazer qualquer coisa", comentou Trump.

A equipe de Trump teme que este vídeo arruine a campanha do candidato, que vinha aparecendo tecnicamente empatado com sua adversária democrata, Hillary Clinton, nas pesquisas de intenção de voto.

Hillary, que pode se tornar a primeira presidente mulher dos Estados Unidos, fez um apelo no Twitter. "As mulheres têm o poder de parar Donald Trump", escreveu.

Os próprios republicanos condenaram Trump por suas declarações e começaram a abandonar o magnata, em um momento crucial para as eleições presidenciais. "Nenhuma mulher deveria ser descrita nestes termos ou tratada desta maneira", disse o líder do Grand Old Party, Reince Priebus.

O líder dos republicanos na Câmara dos Deputados, Paul Ryan, também criticou a posição de Trump e cancelou sua presença em um comício do magnata em Wisconsin.

Membros do partido cogitam até a possibilidade de Trump desistir da sua candidatura, que seria assumida por Mike Pence, que compõe sua chapa como vice. "Não posso tolerar ou justificar as palavras de Trump sobre as mulheres. Não posso defendê-lo", disse Pence.

"Como pai de três filhas, peço que Trump se desculpe publicamente com todas as mulheres e assuma toda a responsabilidade pela falta de respeito mostrada ao mundo feminino", disse o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Perdão

Após a polêmica, o magnata tentou se desculpar. "Eu errei e peço desculpas".

Em tom de ironia, ele também escreveu no Twitter que "foram 24 horas interessantes", referindo-se ao período transcorrido desde a publicação do vídeo pelo jornal. "As chances que eu me aborreça são nulas. O apoio à minha candidatura é incrível", ressaltou, negando a possibilidade de renunciar à corrida eleitoral.

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