Huffpost Brazil

Lei Rouanet, empregados 'com manias' e mais... Bia Doria, futura primeira-dama de SP, coleciona controvérsias

Publicado: Atualizado:
Imprimir

bia doria

“O Minhocão hoje para que serve? Quase nunca fui lá. É tipo um viaduto, né?”. Com frases como esta, a nova primeira-dama da cidade de São Paulo, Bia Doria, ganhou a internet neste final de semana.

A entrevista da artista plástica à Folha de S. Paulo foi alvo de piadas e críticas de internautas. Alguns viram preconceito e distanciamento da realidade média dos paulistanos.

“Imagina como eu ficaria feliz se chegasse uma arrumadeira já sabendo fazer as coisas. Pouquíssimas delas sabem, a não ser as que já passaram por várias casas, mas aí elas vêm cheias de manias" e “Eu me dou muito bem com pessoas mais humildes. Às vezes é só um aperto de mão, às vezes elas querem um abraço. É tão pouco o que elas querem" foram outras falas controversas de Bia, ainda para a Folha.

Alvo de ataque de grupos contrários ao PT, como o Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados Online e o Vem Pra Rua, foi a Lei Rouanet que financiou a produção e publicação no primeiro semestre deste ano do livro Bia Doria - Preto no Branco.

A artista pediu, em 2014, R$ 373 mil e foi autorizada pelo Ministério da Cultura (MinC) a captar R$ 300 mil. Segundo o Buzzfeed, a captação foi justificada como alvo para "estudantes, leitores interessados na arte brasileira, colecionadores que buscam informação e registro documental da artista”.

A contrapartida social, exigência para a captação por meio da Rouanet, foi a distribuição de 15% de sua tiragem ao MinC, órgãos municipais e estaduais de São Paulo ligados à educação e cultura. Outros 600 exemplares passaram a ser vendidos a R$ 50.

O público e o privado

joao doria bia doria

O principal mote de campanha de João Doria, o não-político, mas o "gestor" e "trabalhador", foi a privatização e concessão de aparelhos públicos para a iniciativa privada, além do aumento da velocidade nas marginais. Acontece que, além do terreno invadido em Campos do Jordão, as relações próximas com o poder confrontam a imagem de homem distante da política.

Em reportagem de janeiro deste ano, a Folha de S. Paulo narra o episódio em que João Doria teria se aproximado de David Barioni, presidente da Apex Brasil, agência do governo federal responsável pelo fomento à exportação, com o intuito de acertar patrocínios para Bia Doria.

Relata a Folha:

Fim de semana em uma luxuosa casa em Campos do Jordão (SP), com direito a spa e massagens na recepção, aperitivos diante da lareira e até jantar de aniversário de um cantor famoso.

Foi essa a programação que o empresário João Doria Júnior, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ofereceu a autoridades públicas em 2015.

A pelo menos um dos seus convidados, Doria também fez pedidos de favores pessoais.

Os registros do convescote estão em e-mails enviados por funcionários de Doria aos integrantes da comitiva, em julho do ano passado.

Entre os destinatários das mensagens do tucano estava David Barioni, presidente da Apex Brasil, agência do governo federal responsável pelo fomento à exportação.

Ainda na mesma matéria, a Folha informa os posicionamentos de Barioni e Doria, dizendo que são amigos há mais de duas décadas. "O presidente da Apex chega a se dirigir a Doria como 'meu guru', ao responder um e-mail no qual o empresário pede para ele captar contatos de "potenciais investidores" no Brasil", informa o jornal.

As obras de Bia, no caso, a série Bailarinas da Natureza, ganharam exposição no Salão Negro do Congresso Nacional, entre fevereiro e abril deste ano.

Bia, por sua vez, cedeu esculturas para o projeto de revitalização da 302 Norte, da Câmara.

Em 2006, conforme matéria da Folha, outra obra de Bia substituiu, sem autorização, uma estátua do jornalista Claudio Abramo, destruída em um acidente de carro. O episódio aconteceu em uma praça, em São Paulo, gerida na época pela empresa de Doria.

doria coluna social

LEIA TAMBÉM:

- Doria diz que pode manter marginal a 50 km/h: 'Vamos analisar caso a caso'

- Doria refuta comparação com Trump: 'Sou totalmente Hillary'

- Apesar de pressão de aliados, Doria confirma tarifa de ônibus congelada em 2017

- O que Donald Trump e Doria têm em comum? O Washington Post responde

.

Também no HuffPost Brasil

Close
Os livros prediletos de João Doria (PSDB)
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção