Huffpost Brazil

Tiro, porrada e bomba: Debate presidencial nos EUA é marcado por troca de insultos e ofensas

Publicado: Atualizado:
DEBATE
PAUL J. RICHARDS via Getty Images
Imprimir

O segundo debate presidencial dos EUA foi marcado por ofensas, troca de insultos e um certo clima tenso entre os candidatos à Casa Branca.

Enquanto Hillary Clinton, visivelmente mais à vontade em relação ao embate anterior, foi considerada vencedora por 57% dos entrevistados pela emissora CNN, Donald Trump parecia refletir a tensão do que foi o seu final de semana.

Desde sábado (8), o candidato enfrenta um dos maiores (entre tantos) escândalos desde que saiu candidato ao cargo máximo do Executivo americano. Mesmo os republicanos condenaram Trump por suas declarações e começaram a abandonar o magnata, em um momento crucial para as eleições presidenciais, marcadas para o dia 8 de novembro.

Em um vídeo divulgado pelo jornal Washington Post, o candidato aparece em um vídeo fazendo comentários machistas e obscenos sobre mulheres.

As imagens e os comentários de Trump fizeram parte da liderança republicana, como o senador John McCain e a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, pedirem que o magnata desista da candidatura e que o seu vice de chapa, Mike Pence, assuma na reta final do pleito.

Trump usou a tática de atacar sua rival para tirar o foco das críticas contra ele mesmo. "Não estou orgulhoso, peço perdão à minha família e ao povo norte-americano, mas foi uma conversa privada", disse Trump, ao se referir ao polêmico vídeo.

"Tenho um grande respeito pelas mulheres"

Questionado pelo mediador Anderson Cooper sobre se, alguma vez na vida, tinha tratado uma mulher como descrevera no vídeo, Trump negou. "Não, nunca fiz isso". "Jamais teve alguém na história da política que tenha abusado mais das mulheres como Bill Clinton", alfinetou o magnata, referindo-se ao marido de Hillary e ex-presidente dos EUA.

Bill Clinton foi o protagonista de um grande escândalo sexual com sua estagiária na Casa Branca, Monica Lewinsky, e já foi acusado de abusos por outra mulher, mas o caso não chegou a ir à Justiça.

Já Hillary se aproveitou da situação para criticar o caráter do adversário. "O vídeo mostra exatamente quem é o candidato republicano", afirmou.

Em tom desafiador, Trump disse que Hillary iria para prisão caso seja eleito presidente e atacou o marido da candidata, o ex-presidente Bill Clinton, pela forma como trata mulheres.

“Se eu vencer, vou instruir o procurador-geral para designar um procurador especial para analisar a sua situação porque houve tantas mentiras, tanta coisa oculta”, disse Trump à adversária democrata. Hillary respondeu que felizmente Trump não era presidente, ao que o milionário retrucou, secamente: “porque [seu eu fosse] você estaria na prisão”.

Trump chamou Hillary de "diabo" que repete mentiras e uma pessoa com ódio no coração.

Houve um senso notável de desprezo mútuo assim que chegaram ao palco, à medida que se recusaram a apertar as mãos. Os moderadores Anderson Cooper, da CNN, e Martha Raddatz, da ABC, pareciam estar em posição para assistir dois trens colidirem. E assim foi.

Desempenho

Para 57% dos entrevistados, Hillary teve um desempenho mais satisfatório que Trump, que interrompeu sua adversária incontáveis vezes, foi visto como o melhor apenas para 34% das pessoas consultadas pela CNN.

LEIA MAIS:

- Como o vídeo de Donald Trump pode ARRUINAR sua candidatura à presidência

- Melania Trump sobre fala do marido: 'Inaceitável'

- 'Eu estava errado': Trump se desculpa por vídeo com ainda MAIS comentários machistas

Também no HuffPost Brasil

Close
13 frases (apavorantes) de Donald Trump
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção