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Para aprovar 'PEC dos gastos', Temer estende tapete vermelho para os deputados

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O presidente Michel Temer recebeu deputados da base aliada para um jantar e defendeu a aprovação do teto dos gastos públicos, que pode congelar os investimentos em saúde e educação por anos.

A PEC é defendida pelo governo como essencial para controlar o rombo nas contas públicas. A intenção do governo é que a votação ocorra nesta segunda-feira (10). Para isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chegou a convocar uma sessão de debates para sexta-feira (7), que contaria como prazo. A sessão não ocorreu por falta de quórum.


Segundo matéria da Folha
, Temer foi crítico com a oposição, partidos que até Dilma Rousseff sofrer o impeachment eram justamente a base do governo federal. Para Temer, a aprovação da PEC é mostrar "que estamos cortando na carne". "Nós estamos cortando na carne com essa proposta e todo o qualquer movimento ou ação corporativa que possa tisnar a medida do teto de gastos públicos não pode ser admitida", disse, segundo relata o jornal.

Em outro momento, o presidente, também no jantar com os deputados, defendeu que a aprovação será bem vista pelos brasileiros mais adiante. "Nós estamos fazendo história até o último dia do governo federal. E, lá na frente, vamos erguer as mãos e dizer que salvamos o Brasil", afirmou

Governo confiante

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De com matéria da Agência Brasil
, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política do governo, afirma que cerca de 280 parlamentares participaram do jantar e firmaram o compromisso de votar favoravelmente à proposta. Para ser aprovado, o texto precisa de no mínimo 308 votos.

“Foram um pouco mais ou um pouco menos de 280, mas foi uma presença extremamente expressiva . Vamos contar com quórum significativo e vamos aprovar a matéria. Acho que com mais de 350 votos”, afirmou.

Líderes

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Além dos presidentes da Câmara e do Senado também estiveram presentes os líderes Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Baleia Rossi (PMDB-SP), Rogério Rosso (PSD-DF), Pauderney Avelino (DEM-AM) e Jovair Arantes (PTB-GO). Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Dyogo Oliveira (Planejamento), Mendonça Filho (Educação) e Ronaldo Nogueira (Trabalho) também participaram do encontro.

Ainda de acordo com o ministro, no jantar Temer não falou sobre a nota da Procuradoria-Geral da República, que classificou a proposta defendida pelo governo como inconstitucional.

“Não falamos nem direta nem indiretamente. Este assunto já foi tratado pelo presidente da Câmara e pelos lideres partidários. Achamos que a nota não altera em nada o rumo para aprovar esta matéria”, acrescentou o ministro, que classificou a nota como fruto de “convicções corporativas”.

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Marcela Temer
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