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Miley Cyrus destrói rótulos e abre o jogo sobre sua 'pansexualidade' em entrevista

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MILEY CYRUS
Aaron Josefczyk / Reuters
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Miley Cyrus é um livro aberto.

Em uma longa entrevista à Variety, ela abriu o jogo e contou como ela reinventou sua própria vida.

Por muitos anos, a persona pública de Miley foi associada pelos programas de televisão, filmes e shows que ela fazia.

"As pessoas me viam como sendo uma sem limites, e, literalmente, tudo o que faço é ser obcecada por ioga, eu amo caminhar e eu estou lendo constantemente. Minha vida é tão positiva. Do lado de fora, as pessoas pensam que eu estou festejando com rappers. Isso foi no meu início."

A estrela pop do twerk falou sobre a sua sexualidade e como lida com os rótulos impostos pela sociedade.

“Minha vida inteira, eu não entendia meu próprio gênero e minha sexualidade. Não penso em alguém sendo um garoto ou uma garota. Além disso, nunca senti meus mamilos como sexualizados. Eu sempre odiei a palavra ‘bissexual’, porque pra mim isso era me rotular. Meus olhos começaram a se abrir durante a quinta ou sexta série. Meu primeiro relacionamento na vida foi com uma garota. O universo tinha sempre me dado o poder de saber que eu estaria bem. Mesmo naquele tempo, que meus pais ainda não entendiam. Eu apenas senti que um dia eles entenderiam.”

Ela também argumentou que nunca se encaixou nos padrões de beleza entendidos como naturalmente femininos. Ao contrário, ela gosta de se assumir como pansexual.

“Eu sei que algumas garotas amam ter as unhas feitas. Eu odeio isso. Minhas unhas são horríveis. Não faço as sobrancelhas e nunca amei ser uma garota. Por outro lado, ser um garoto não soava divertido para mim. Eu acho que o alfabeto LGBTQ poderia continuar para sempre. Há um ‘p’ que deve acontecer, de ‘pansexual’.”

Atualmente ela está se relacionando com o ator Liam Hemsworth, mas a cantora afirmou que nunca se identificou como hétero ou gay. Foi ao conhecer o conceito de pansexualismo que finalmente conseguiu se encaixar. A palavra remete a ideia de que a atração sexual entre pessoas independe do sexo ou da identidade de gênero

“Eu fui ao centro LGBTQ em Los Angeles e comecei a ouvir histórias. Eu vi uma pessoa em particular que não se identificava como homem ou mulher. Ele era os dois: bonito, sexy e firme, mas vulnerável e feminino, mas masculino. E eu me conectei com aquela pessoa mais do que com qualquer outra na minha vida. Por mais que eu possa parecer muito diferente, as pessoas não devem me ver tão neutra quanto me sinto. Mas eu me sinto muito neutra. Eu acho que aquela foi a primeira pessoa sem gênero que conheci. Depois que entendi mais o meu gênero, que foi designado, eu entendi mais a minha sexualidade. Eu fiquei tipo, ‘Oh, é por isso que eu não me sinto hétero, nem gay. É porque eu não sou.”

Após buscar por sua própria voz por tanto tempo, Miley admite que se sente mais forte do que nunca agora e diz que tem uma missão: "Minha força vem do fato de que eu sinto que eu tenho um propósito agora. Na minha lápide, eu não quero as letras de 'Wrecking Ball'. Eu quero que seja algo maior. Eu sou a única estrela da Disney que podem dizer que sempre foi a favor e assumiu ser LGBT antes que fosse tão ok dizer isso."

Miley Cyrus integra uma edição especial da Variety que busca valorizar o empoderamento feminino.

A publicação, nomeada como “Power of Women” traz, além da cantora, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Ava DuVernay e Laverne Cox representando o poder das mulheres em cinco capas diferentes.

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