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Escritora Beatriz Bracher desbanca Mia Couto e vence o Prêmio São Paulo de Literatura

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PREMIO SAO PAULO DE LITERATURA
Beatriz Racher (centro), Marcelo Maluf (à esquerda) e Rafael Gallo, no evento realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos | Marcelo Nakano
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Beatriz Bracher, 55, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria melhor romance, na última segunda-feira (11). O livro Anatomia do Paraíso (Editora 34, 2015) fez a autora levar o prêmio de R$ 200 mil.

Trata-se da segunda grande condecoração que Bracher vence pela obra: em junho, ela ganhou Prêmio Rio de Literatura (R$ 100 mil).

Anatomia do Paraíso conta a história de Félix, um estudante que trabalha em uma dissertação de mestrado sobre o poema épico Paraíso Perdido, de John Milton. O romance aborda temas como violência sexual, morte e redenção.

O júri justifica a escolha destacando a intensidade do livro, que tem "personalidade desde a primeira página, [é] inteligente e provocador, escrito em linguagem bela e refinada, com descrições precisas, visuais, associadas à construção da tensão".

Bracher desbancou o cultuado Mia Couto, autor moçambicano que se tornou o primeiro estrangeiro a concorrer na premiação. Ele permaneceu como finalista, por Mulheres de Cinzas – As Areias do Imperador. Noemi Jaffe (Írisz: As Orquídeas) e Marcelo Rubens Paiva (Ainda Estou Aqui) também são finalistas.

A escritora paulistana é autora de livros como Garimpo (2013) e Meu Amor (2009) – ambos lançados pela Editora 34, que ela ajudou a fundar.

Bracher também é roteirista de cinema. Ela coescreveu os filmes O Abismo Prateado (2011), dirigido por Karim Aïnouz, e Os Inquilinos (2009), de Sergio Bianchi.

Rafael Gallo venceu o prêmio de estreante com menos de 40 anos de idade, por Rebentar (Record, 2015). Marcelo Maluf ganhou na categoria de mais de 40 anos, por A Imensidão Íntima dos Carneiros (Reformatório, 2015). Cada um levou R$ 100 mil.

O júri foi composto pelos especialistas Adriano Schwartz, Elisabeth Brait, Estevão Azevedo, Heloísa Jahn e Ronald Polito de Oliveira.

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