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O preço da 'PEC do Teto': Base de Temer cobra cargos nas estatais

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A expressiva vitória em primeiro turno pela aprovação da PEC 241/16, a "PEC do Teto", por 366 a 111 votos, deve custar algumas indicações à estatais ao governo Michel Temer.

Neste domingo (9), Temer ofereceu um jantar à base aliada, a fim de garantir a presença dos parlamentares em Brasília no dia seguinte. Nesta segunda-feira (10) pela manhã, reuniu-se com integrantes da Igreja Católica no Palácio da Alvorada, residência oficial, para rezar pela aprovação.

Para que a medida fosse aprovada, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, integrantes da base aliada de Temer na Câmara dos Deputados aproveitaram a ofensiva do Palácio do Planalto para negociar a indicação para empresas estatais.

Diz o jornal:

Segundo um assessor presidencial, ao longo do dia, deputados federais que estavam fechados desde o domingo (9) pelo apoio à iniciativa pressionavam o Palácio do Planalto nesta segunda-feira (10) a atender seus pedidos aproveitando a votação considerada vital para o sucesso do governo Temer.

Os pedidos, de acordo com auxiliares presidenciais, já eram esperados. "Nada que seja surpreendente. Sempre há um deputado federal, inclusive favorável à austeridade fiscal, que aproveita para fazer negociações de seu interesse", avaliou um aliado do peemedebista.

A votação

Após mais de dez horas de discussão, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, com 366 a favor, a PEC 241/16, que limita os gastos públicos. Foram 111 votos contas e duas abstenções. A votação é considerada o primeiro grande teste do governo de Michel Temer no Congresso e, portanto, uma grande vitória do presidente empossado há pouco mais de um mês.

Temer também exonerou três ministros que são deputados federais licenciados para voltarem ao cargo no Legislativo. Saíram do posto temporariamente: Bruno Araújo (Cidades), Fernando Coelho (Minas e Energia) e Marx Beltrão (Turismo) nesta segunda.

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