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A partir de 2017, SUS vai ofertar vacina contra o HPV para meninos de 12 e 13 anos

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VACINA HPV
Meninos na pré-adolescência passarão a receber vacina contra HPV | Renan Viana / ASCOM UEPA
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O SUS (Sistema Único de Saúde) irá disponibilizar, a partir de janeiro do próximo ano, vacina contra o HPV para a população masculina de 12 e 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (11).

A faixa-etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos os meninos de 9 anos até 13 anos. Também a partir do próximo ano, serão incluídas meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses.

Atualmente, o SUS oferta o tratamento preventivo para o público feminino de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina em 2014, foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, o que corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

A expectativa do governo federal é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. O Ministério da Saúde irá comprar seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões.

De acordo com a pasta, não haverá custos extras porque houve uma redução de três para duas doses no tratamento feminino.

"A ampliação da vacina é mais um avanço que conseguimos fazer, aproveitando essa redução de doses no grupo das meninas para ampliar a oferta também para os meninos. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros em entrevista coletiva a jornalistas.

O esquema para os meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para portadores de HIV, a faixa etária é de 9 a 26 anos, e serão aplicadas três doses, com prescrição médica.

Mundo

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública nos Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá em programas nacionais de imunizações.

O Brasil será o primeiro país da América Latina e o sétimo do mundo a oferecer o tratamento para o público masculino.

A vacina disponibilizada para os meninos será a quadrivalente, ofertada desde 2014 para as meninas. Ela confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

A ampliação da oferta no SUS visa a proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária antes do início da vida sexual tem como objetivo evitar o contato com o vírus sem a imunização.

Os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Meninas

Quanto às meninas com mais de 14 anos que serão incluídas no tratamento a partir do ano que vem, a estimativa é que 500 mil adolescentes estejam nessa situação.

No público feminino, o principal objetivo da imunização é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual ou pela mãe para filho no momento do parto.

De acordo com estimativas da OMS, 290 milhões de mulheres são portadoras do vírus no mundo, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Já 265 mil mulheres morrem vítimas de câncer do colo do útero por ano.

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