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5 brigas que adoraríamos ver Obama ganhar nos últimos 100 dias de Casa Branca

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BARACK OBAMA
Faltam 100 dias para Obama deixar a Casa Branca | Yuri Gripas / Reuters
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Nesta quarta-feira (12), a Casa Branca pode estar em clima de ~quase~ despedida.

Daqui a exatos 100 dias, o presidente Barack Obama deixa o posto que ocupou por oito anos.

Em seu lugar, no dia 20 de janeiro de 2017, pode entrar a democrata Hillary Clinton ou o republicano Donald Trump... Só saberemos o destino dos EUA no dia 8 de novembro, data marcada para as eleições presidenciais de um dos países mais importantes do mundo.

Como em cem dias ainda dá para fazer MUITA coisa, nós listamos algumas das ações que adoraríamos ver Obama por em prática, para fechar o mandato com chave de ouro.

E sim, nós sabemos que algumas delas são utópicas, porque dependem da aprovação do Congresso - de maioria republicana, e que se opõe fortemente a várias medidas propostas pelo presidente. Mas sonhar não custa nada...

1. Fechar Guantánamo

A prisão, que fica em território cubano chegou a abrigar 779 homens, no auge da campanha de George Bush contra o terrorismo, após os ataques de 11 de Setembro de 2001. Em agosto de 2016, após uma série de transferências, a prisão abriga ainda 61 homens, mas segue custando aos cofres americanos US$ 445 milhões por ano.

Embora o plano de Obama para fechar a instalação exija que os prisioneiros remanescentes sejam levados para prisões de segurança máxima nos EUA, a lei norte-americana impede tais transferências para o continente. Obama, no entanto, não descartou fazê-lo por uma medida executiva.

Segundo a New Yorker, o assunto surgiu lá em 2007, quando Obama fez sua primeira campanha para a presidência. Embora sua adversária democrata nas prévias, a atual candidata Hillary Clinton e o seu adversário republicano John McCain também apoiassem a ideia, ninguém falou sobre o tema com tanta paixão quanto o atual presidente.

No ano passado, Obama disse que se pudesse voltar no tempo, teria fechado Guantánamo em seu primeiro dia como presidente.

“Tínhamos um acordo bipartidário de que Guantánamo devia ser fechado. Pensei que tínhamos um consenso e que faríamos isso tranquilamente”, explicou o presidente. “No entanto, a política se tornou mais dura, e as pessoas começaram a assustar-se pela retórica sobre Guantánamo. O mais factível foi deixá-lo aberto, embora isso não represente o que somos como país.

Susan Rice, conselheira nacional de segurança, também falou sobre a urgência em se fechar o presídio: "Eu não posso dizer, com certeza 100%, que nós iremos chegar lá, mas eu posso dizer que nós vamos morrer tentando".

(Se você ainda não está convencido da necessidade de fechar Guantánamo, veja aqui 4 razões para fechar a prisão de Guantánamo IMEDIATAMENTE)

2. Acabar com o embargo a Cuba

Goste ou não, é impossível negar
: Obama fez história ao reatar laços diplomáticos com Cuba depois de 54 anos de hostilidades, anunciou a reabertura de embaixadas na ilha e fez uma visita de Estado à ilha.

Apesar de tantos avanços nas relações diplomáticas entre os dois países, o fim do embargo precisa ser aprovado pelo Congresso dos EUA, que se opõe firmemente à medida.

"O embargo é um bloqueio econômico dos EUA, aplicado desde 1962 como resposta à desapropriação de terras de empresas americanas na ilha. O objetivo das restrições é asfixiar a economia de Cuba", explica a revista Superinteressante.

Em sua visita a Cuba, Obama foi categórico ao falar sobre o embargo.

"O que os EUA estavam fazendo não estava funcionando, e nós precisamos ter coragem para reconhecer isso", disse ele, que afirmou ainda que a política de isolamento não faz sentido no século 21. "O embargo só está machucando e prejudicando os cubanos."

3. Abraçar a comunidade latina

Em oito anos de governo, Obama ainda não conseguiu aprovar a reforma imigratória, que era para ser parte de seu "legado", como descreve a The Atlantic.

Diante da Suprema Corte - que bloqueou ações executivas do presidente - e do Congresso, que também sinalizou que não aprovaria a reforma, a administração democrata tentou contornar alguns obstáculos.

Por exemplo: em janeiro, o secretário de Estado, John Kerry, anunciou um plano que, em parceria com a ONU, pretendia identificar imigrantes de El Salvador, Honduras e da Guatemala, que poderiam pleitear o status de refugiados.

A parceria foi feita porque, segundo defensores do projeto, a política de "desencorajamento" não é efetiva. Todos os anos, milhares de latino-americanos cruzam a fronteira do México com os EUA em busca de uma vida melhor.

"Elas [as políticas de desencorajamento] podem funcionar quando a motivação para a migração é econômica, mas elas realmente não funcionam quando se trata de pessoas que estão fugindo do que elas acreditam ser uma situação de vida ou morte", explica a The Atlantic Rebecca Hamlin, professora de Direito e Imigrações Políticas da Universidade de Massachusetts.

Republicanos que se opõem ao projeto acusam Obama de passar por cima do sistema legislativo e pedem que a presidência foque seus esforços em patrulhar as fronteiras e evitar a entrada de mais imigrantes ilegais no país.

4. Receber mais refugiados

Diante de uma onda de ataques terroristas e xenofobia, a Câmara dos EUA aprovou, no ano passado, um projeto de lei que suspendeu o acolhimento de refugiados sírios e iraquianos. A resistência dos políticos dos EUA de acolher sírios foi tachada por Obama de "histeria".

Pouco tempo depois, no Dia de Ação de Graças, Obama fez um novo apelo aos americanos, pedindo que seu compatriotas demonstrassem generosidade em relação aos refugiados sírios, e lembrou que ninguém passa por tantas checagens de segurança antes de entrar nos EUA quanto um refugiado.

"As pessoas devem lembrar que nenhum refugiado pode entrar em nossas fronteiras sem passar pelas maiores checagens do setor de segurança para quem viaja aos Estados Unidos ", disse Obama em seu discurso.

Essa briga, Obama já comprou. Para o ano fiscal de 2017 (que começou no dia 1º de Outubro), a administração Obama estabeleceu como meta trazer 110 mil refugiados do mundo todo para os EUA. No ano fiscal referente a 2016, o fluxo de refugiados recebido pelos EUA foi de 85 mil pessoas, segundo o Wall Street Journal.

O número, maior do que a meta original (de 100 mil pessoas) gerou protesto entre os republicanos, segundo a revista Politico. Mesmo assim, alguns ativistas da causa esperavam mais e queriam que Obama recebesse 200 mil refugiados.

No último dia 20 de setembro, o presidente Obama foi o anfitrião de um encontro para discutir o tema. Na ocasião, os EUA pediram que o Brasil se comprometesse mais com a causa - atualmente, a comunidade de refugiados no País não chega a 10 mil pessoas.

5. Aumentar o controle na venda de armas

Se todas as batalhas que citamos acima são difíceis, esta tem ainda mais um componente que a torna ainda mais complexa: a Constituição dos EUA garante, por meio da Segunda Emenda, o direito dos cidadãos americanos em se armarem.

A luta de Obama por um controle mais rigoroso ao acesso às armas ficou ainda mais intensa após 49 pessoas serem mortas no ataque contra a Boate Pulse, em Orlando, no pior massacre com armas de fogo na História do país.

Desde então, o presidente pediu, em vários discursos, que os parlamentares se unissem para ajudar que ataques como esse fossem evitados.

No começo deste ano, Obama anunciou uma série de medidas que não dependem do Congresso para tentar dificultar a compra de armas. Suas críticas foram agudas:

"O lobby das armas pode estar fazendo o Congresso refém atualmente, mas eles não irão manter a América refém. Nós não aceitaremos essa carnificina como o preço pela nossa liberdade."

Entre as medidas anunciadas por Obama no início do ano estão ampliar o número de compradores de armas sujeitos à verificação de antecedentes criminais e aumentar contratações de funcionários que vão conferir esses antecedentes. Além disso, Obama afirmou que iria incentivar um aumento nos processos de violência doméstica e aprimorar o rastreamento de armas de fogo perdidas. Também foi planejado um investimento de milhões de dólares em serviços de assistência psiquiátrica e em tecnologia.

"O Congresso precisa agir. Nós não descansaremos enquanto o Congresso não agir", afirmou Obama no início deste ano.

A gente espera que não.

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