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Petistas estudam troca de presidente para dar uma guinada no PT após derrota expressiva na eleição municipal

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FORMER BRAZILIAN PRESIDENT LUIZ INACIO LULA DA SIL
Paulo Whitaker / Reuters
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A pouco mais de duas semanas do segundo turno, o resultado das eleições municipais vem sendo encarado como a pá de cal que o Partido dos Trabalhadores precisava para se reinventar. O resultado foi pior que o esperado, na avaliação de integrantes de Executiva. Foram conquistadas apenas 251 prefeituras ante 630 das eleições de 2012.

Desde o fim do primeiro turno, o grupo que comanda a legenda tem se reunido para redesenhar o futuro da sigla. Nas avaliações internas, o PT voltou ao patamar dos anos 1990. A principal mudança já definida é a troca da presidência da legenda.

Para alguns petistas ouvidos pelo HuffPost Brasil, é preciso adotar a tática do futebol: quando um time não está indo bem, é preciso trocar o técnico. No caso, o técnico é o presidente do partido.

Há pelo menos três nomes no páreo para a disputa para substituir Rui Falcão: Lula, Jaques Wagner e Lindbergh Farias. No entanto, apenas o nome de Lula é apontado como aquele capaz de unificar a legenda, mas é também o mais delicado pela avaliação de que pode trazer para o centro da legenda a Operação Lava Jato e todo seu desgaste.

Além disso, a proposta de rejuvenescer o partido não combina com a associação da sigla a uma liderança “antiga", na avaliação de pessoas próximas ao ex-presidente.

Toda essa discussão, porém, esbarra na dificuldade de encontrar consenso dentro da própria legenda. Candidato derrotado a prefeito de Belo Horizonte e integrante da executiva do partido, o deputado Reginaldo Lopes é um dos que discordam de toda essa discussão.

Ao HuffPost Brasil, ele disse que a troca do comando da legenda não é o que vai fazer diferença neste momento. “No meio de uma guerra, é muito difícil saber qual rumo tomar”, avalia. Na opinião dele, ou o partido se reinventa ou é refundado ou se monta uma frente ampla com os partidos de esquerda.

“Nas eleições, eu vi que o nosso conteúdo é bom. Nosso produto é bom. Nossas pautas são bem aceitas, mas o rótulo está desgastado. É preciso mudar”, alertou.

Mea culpa

Com os tesoureiros alvos da Lava Jato, há dentro do partido um reconhecimento de que o erro do Partido dos Trabalhadores tem um peso maior que o dos outros partidos por ser um partido que defendia o combate à corrupção.

Uma das estratégias discutidas para a renovação é fazer uma mea culpa, reconhecer a existência de esquemas de corrupção e firmar um compromisso.

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