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Ex-modelo denuncia abuso sexual de Trump em balada dos anos 90

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DONALD TRUMP
Donald Trump é acusado de assédio sexual | Mike Segar / Reuters
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A fotógrafa Kristin Anderson tinha vinte e poucos anos, estava envolvida em uma conversa com seus amigos em uma balada de Nova York e não notou o homem que estava sentado ao seu lado em um sofá vermelho.

Na sua memória ficou marcada a sensação de algo tocando sua vagina por baixo de sua saia. Quando direcionou o olhar, a então modelo notou que era a mão de um homem. Ao levantar a cabeça deu de cara com Donald Trump.

A situação ocorreu no início de 1990 no China Club, em Manhattan e Anderson resolveu falar pela primeira vez sobre o caso de assédio em entrevista ao Washington Post.

"Não era uma indireta sexual. Eu não sei por que ele fez isso. Era como se fosse apenas para provar que ele poderia fazê-lo e nada iria acontecer. Não teve nenhuma conversa. Nós nem sequer realmente olhamos um para o outro. Foi muito aleatório, muito invasivo da sua parte", desabafou a mulher.

A decisão de falar sobre o caso veio após a publicação de um vídeo de 2005 pelo mesmo jornal em que Trump aparece se vangloriando de que a sua "fama lhe deu a capacidade de agarrar as mulheres pela vagina".

"Você pode fazer qualquer coisa. [...] Quando você é famoso, elas lhe permitem isso", afirmou o candidato à presidência dos Estados Unidos.

Mas Anderson não permitiu. Nem ela nem as outras mulheres que resolveram sair do anonimato para denunciar o candidato republicano.

Ao New York Times, Jessica Leeds contou que sentou ao lado do presidenciável durante um voo anos atrás. Na ocasião, ele pegou os seus seios e tentou colocar as mão por baixo de sua saia.

"Era como um polvo, suas mãos estavam por toda a parte", compartilhou.

Assim como no caso das outras mulheres, a história contada por Anderson foi desacreditada por Trump e sua equipe.

"Sr. Trump nega veementemente esta alegação falsa de alguém que só quer obter alguma publicidade gratuita. É totalmente ridículo", disse o porta-voz do candidato Hope Hicks em um comunicado enviado por email ao Washington Post.

No último domingo, Donald Trump foi questionado por sua concorrente Hillary Clinton sobre as denúncias. Ele negou com veemência.

Para Kristin Anderson, assistir ao candidato na televisão e no vídeo do Washington Post foi uma espécie de gatilho para a situação que ela viveu:

"É uma questão de agressão sexual, e é algo que eu tenho mantido em segredo. E eu sempre mantive em silêncio. E por que eu deveria ficar quieta? Na verdade, todas as mulheres devem falar mais alto sobre isso. Se você foi tocada de forma inadequada, precisa denunciar e falar sobre. Precisamos realmente ir para as autoridades e pressionar para que algo seja feito. Não está tudo bem."

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