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Crimes xenofóbicos disparam após Brexit, afirma governo britânico

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ASSOCIATED PRESS
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Um relatório divulgado pelo Ministério do Interior do Reino Unido confirmou o que muita gente já vinha sentido na pele desde que um referendo definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.

Segundo o documento, a quantidade de crimes de ódio aumentou em 41% se comparada ao mesmo ano de 2015. Segundo dados publicados pelo El País, em julho de 2016, um mês depois do referendo, foram registrados 5.468 delitos de ódio, categoria na qual estão motivados os crimes ligados à xenofobia.

Embora os números tenham registrado uma ligeira queda nos meses seguintes, ainda seguem muito acima da quantidade de delitos registrada no ano passado.

Segundo Tariq Modood, conselheiro do governo da Grã Bretanha e estudioso da Universidade de Bristol, afirmou que o referendo deu uma "licença" para o crescimento do nacionalismo intolerante. "O Brexit encorajou o racismo e a xenofobia. Temos que resistir a isso. Devemos ser orgulhosos de um país plural, que respeita as diferenças, mais do que de um país que estigmatiza as diferenças", disse ele ao Bristol Post.

Em junho, logo após o resultado do referendo, líderes muçulmanos e poloneses já haviam manifestado preocupação com as crescentes manifestações de xenofobia contra membros da comunidade islâmica e polonesa. Em Bristol, cidade que votou massivamente pela permanência na União Europeia, uma casa foi vandalizada. Em Londres, Arkadiusz Jóźwik morreu após ser brutalmente espancado por um grupo de jovens que escutou o homem, de 40 anos, falando polonês.

Em carta endereçada à Comissão de Direitos Humanos do Parlamento, a organização de direitos humanos Human Rights Watch também manifestou preocupação com a crescente onda de xeonofobia que assola o Reino Unido. No documento, o grupo alerta o governo para os "riscos de uma deterioração na proteção aos direitos humanos, na medida em que o Reino Unido se move para deixar a União Europeia".

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