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Delação da Odebrecht causa calafrios ao governo Temer. E ele quer apressar o Congresso

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michel temer

O governo Michel Temer deve iniciar um certo processo de convencimento para que as pautas andem no Congresso. Segundo noticiado pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (18), a avaliação é de que a homologação das delações da Odebrecht na Lava Jato, que devem ocorrer, entre dezembro deste ano e janeiro, podem atrapalhar as votações.

O medo do governo Temer é de que as delações atinjam parlamentares importantes na base de apoio de seu governo e também de partidos que fazem parte de sua base de apoio, o que prejudicaria as votações no Senado e na Câmara.

Por conta disso, o governo quer garantir o quanto antes a votação do teto em segundo turno na Câmara dos Deputados para a próxima semana. A meta é que o Senado aprove, ainda em novembro, a proposta de emenda, a chamada PEC 241, a 'PEC do Teto'. Após a PEC 241, a intenção é enviar ao Congresso a proposta da reforma previdenciária.

'Aí fica difícil'

Segundo denúncia da revista Veja, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, citou os ministros Moreira Franco (Secretaria do Programa de Privatização de Infraestrutura), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Todos por recebimento de propina.

Ainda de acordo com a Folha, Temer saiu em defesa de seus aliados, minimizando a deleção do executivo da empreiteira. "O envolvimento dos nomes se deu, convenhamos, por enquanto, por uma simples afirmação. Se um dia se consolidarem, o governo verá o que fazer", afirmou Temer, em entrevista nesta terça, em Tóquio. "Se a cada momento que alguém mencionar o nome de alguém isso passar a dificultar o governo, fica difícil".

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