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Nenhum beijo a menos: Bar da Lapa, no Rio, vai ter beijaço após gerente discriminar casal de lésbicas

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BAR LAPA
Bar Os Ximenes, onde ocorreu discriminação, fica na Lapa | Reprodução
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Na noite do último domingo (16), um casal de lésbicas foi discriminado pelo gerente do bar Os Ximenes, no Rio de Janeiro, enquanto se beijava na fila do banheiro.

De acordo com informações do jornal O Dia, as mulheres afirmaram que o funcionário abordou o casal e disse que ali "era um lugar de família, que crianças frequentavam o local" e que elas não poderiam se beijar no estabelecimento.

"Ficamos sem entender e acreditar naquilo. Já tínhamos pagado a conta e estávamos quase indo embora. Tentei argumentar e disse 'mas a gente só está se beijando', que eu tinha direito de beijar quem eu quisesse. Ele insistiu e disse: 'no meu estabelecimento não'", argumentou uma das mulheres em entrevista ao site do jornal.

Em resposta à lesbofobia sofrida pelas mulheres, um grupo está organizando um "beijaço" no bar da Lapa. Na página do Facebook, a descrição do evento questiona se a atitude do funcionário teria sido a mesma com um casal heterossexual.

"E se fosse um casal hétero se beijando? Alguém iria constranger? Ou expulsar? Dizemos NENHUM BEIJO A MENOS e vamos reunir o nosso bonde sapatânika e de apoiadores na frente do Ximeninho, na sexta-feira (21/10), às 22h30. Vamos purpurinar, fazer barulho com percussão e dizer que, SIM, NÓS RESISTIMOS E EXISTIMOS. Porque afeto é revolução! E a encruzilhada vai ser SAPATÃO! Por todos os beijos que houver nessa vida!"

Na página do Facebook do bar, usuários deixaram comentários repudiando a atitude do funcionário.

lesbofobia

bar ximenes

Denúncia

Clientes que estavam no bar durante o ocorrido foram solidários às vítimas e repudiaram o preconceito. As jovens fizeram contato com a Polícia Militar, mas foram informadas que elas deveriam acionar o caso na Justiça.

O casal chegou a ir até a delegacia próxima para fazer um registro da ocorrência, mas os delegados informaram que o caso não era caracterizado como crime.

Porém, a Lei 7.041, aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), prevê punição a estabelecimentos comerciais e agentes públicos que discriminem consumidores por sua orientação sexual.

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual (CEDS-Rio) informou a O Dia que as denúncias podem ser direcionadas ao órgão via telefone ou email. "O atendimento é realizado imediatamente, com hora marcada, de maneira sigilosa e de forma que o denunciante se sinta mais confortável", informou o porta voz do CEDS-Rio.

Procurada, a assessoria do bar destacou que "repudia qualquer atitude discriminatória" e argumentou que o estabelecimento está providenciado um treinamento de conscientização para os seus funcionários.

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