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Investigações apontam propina em cratera que deixou 7 mortos no metrô de SP

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CRATERA METRO SP
Reprodução / TV Globo
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Investigações da Polícia Federal indicam suspeita de pagamento de propina a promotor de Justiça de São Paulo para favorecer empreiteiras no caso da cratera do metrô de São Paulo, que deixou sete mortos em 2007, de acordo com a Folha de São Paulo.

O assunto está sendo investigado pela Operação Lava Jato, que apura também contratos da empreiteira Odebrecht, líder do consórcio da Via Amarela, responsável pela construção da linha 4-amarela do metrô. Também integravam o grupo Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez.

A Justiça de São Paulo inocentou as catorze pessoas acusadas no caso. Entre os acusados por crimes contra a incolumidade pública, estão funcionários do consórcio.

Em decisão de maio, a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal, disse que “não ficou demonstrado que a conduta deles concorreu para a ocorrência do acidente” e que os acusados “não tinham como prever o acidente”.

As cúpulas das construtoras nem chegaram a constar com réus no processo.

O acidente aconteceu em janeiro de 2007, nos primeiros dias do governo de José Serra (PSDB).

No mês passado, mensagens apreendidas pela Polícia Federal relatam o que seria um repasse ao promotor em 2007. De acordo com as mensagens, caberia à Odebrecht pagar um quinto dos R$ 200 mil da propina.

Documentos apreendidos em 2009, na Operação Castelo de Areia indicam pagamento de mais de R$ 3 milhões em propina a autoridades por contratos públicos.

À época, o caso foi arquivado após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular a operação por ter começado por uma denúncia anônima.

O Ministério Público de São Paulo poderá abrir investigações contra os promotores após concluída a apuração da Lava Jato.

À Folha, a Odebrecht informou que não iria se pronunciar sobre as investigações. A Promotoria estadual disse que não tem informações sobre qualquer atuação indevida de seus membros no caso.

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