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Após 4 anos de alta, BC decide reduzir 0,25 ponto percentual e taxa básica de juros fica em 14%

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Após 24 elevações nos últimos quatro anos, a Selic (taxa básica de juros) teve sua primeira redução. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (19) reduzir 0,25 ponto percentual, passando a taxa para 14% ao ano.

A redução atendia às expectativas do mercado, que aposta na reversão das consecutivas altas para o ciclo de corte dos juros básicos da economia. Para economistas, o Copom deve continuar reduzindo a Selic até setembro de 2017, quando a taxa deverá estar por volta de 11% ao ano.

Apesar da queda, o Brasil continua com a taxa básica de juros mais alta entre 40 países. Uma pesquisa feita pelo economista da Infinity Asset Management, Jason Vieira, mostra que o juro real (descontada a inflação) brasileiro fica em torno de 8%, bem diferente do segundo lugar, a Rússia, que tem um juro real de 2,98% ao ano, e do terceiro, Indonésia, que tem juro em 2,38% ao ano. O Brasil está no topo da lista desde 2013.

Os juros são usados pelo Banco Central para controlar a inflação do País, uma vez que crédito caro freia o consumo e, portanto, segura a alta dos preços.

Em setembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado dos últimos 12 meses ficou em 8,48%, abaixo dos 8,97% relativos aos 12 meses anteriores. Apesar do pequeno alívio, a inflação ainda está alta e corrói o poder de compra da população.

Na ponta do lápis

Com a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, os juros dos empréstimos, do cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e demais linhas de crédito ficaram levemente mais baratos.

De acordo com a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a redução da selic terá efeito pequeno nos juros do crédito ao consumidor, que teve a taxa média reduzida de 8,24% para 8,22% ao mês.

Algumas linhas de crédito, porém, continuam sendo uma armadilha para o consumidor. Os juros do rotativo do cartão de crédito (quando você não paga a fatura total do cartão) foram de 15,49% para 15,47% mensais. Isso significa que, se você utilizar o rotativo por um mês de uma fatura de R$ 3 mil, você vai pagar -- só de juros -- R$ 464,10.

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