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Polícia x Polícia: PF prende policiais que tiravam escutas do Senado

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Uma nova operação da Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (21) diligências no Senado. Segundo informações da Globonews, quatro policiais legislativos foram presos suspeitos de atrapalharem as investigações da Lava Jato. A suspeita é de que os policiais que retiravam as escutas implantadas pela PF. A ação foi um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O chefe da Polícia Legislativa, Pedro Carvalho Oliveira, foi conduzido coercitivamente a depor, de acordo com informações da Agência Estado. Ele seria um dos responsáveis por ações de contrainteligência para ajudar senadores investigados pela PGR.

Segundo a Folha, o operação estaria relacionada com informações prestadas por um servidor do Senado à Justiça Federal, mas nenhum gabinete de senador foi alvo da ação.

“Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo Diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”, informou a Federal em nota.

Um policial legislativo informou à Polícia Federal que estavam sendo feitas varreduras eletrônicas anti-grampo telefônico em endereços fora do Senado, o que seria contra as normas da Casa. O aparelho da Polícia Legislativa teria sido usado em seis imóveis ligados a dois senadores e dois ex-senadores: Fernando Collor (PTC-AL), Lobão Filho (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Sarney (PMDB-MA), de acordo com a Folha.

De acordo com o Estadão, os policiais investigados vão responder por corrupção privilegiada, associação criminosa armada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Se condenados por todos os crimes, as penas podem chegar a 14 anos e seis meses de prisão.

Mandados e buscas

Em comunicado, a PF informou que a operação visa desarticular associação criminosa responsável por "embaraçar a Operação Lava Jato, entre outras investigações". Estavam sendo cumpridos nove mandados judiciais, todos em Brasília, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado.

"Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência", afirma a PF no comunicado.

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