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Veja: Crivella foi preso por ameaçar vigia e família. Inquérito sumiu por décadas

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MARCELO CRIVELLA
Rio de Janeiro's Mayoral candidate Evangelical senator Marcelo Crivella, from Brazilian Republican Party (PRB), is pictured before debating with opponent Marcelo Freixo, from the leftist Socialism and Freedom Party (PSOL), at TV Bandeirantes ahead of the second round of Rio de Janeiro's Mayoral election in Rio, Brazil, on October 7, 2016. / AFP / YASUYOSHI CHIBA (Photo credit should read YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images) | YASUYOSHI CHIBA via Getty Images
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Duas fotos do dia em que Marcelo Crivella, candidato do PRB líder nas pesquisas para a prefeitura do Rio de Janeiro, foi preso em 1990 estampam a capa da revista Veja, publicada na noite desta sexta-feira (21) na redes sociais. Imagem descoberta pela revista faz parte de inquérito sobre invasão de terreno ligado à Igreja Universal.

Segundo a reportagem, a prisão que ficou desconhecida por 26 anos e teve seu inquérito de 117 páginas desaparecido foi feita por policiais da 9ª DP (Catete) e ocorreu no dia 18 de janeiro de 1990 e durou cerca de 24h.

O inquérito policial não estava em um arquivo público, mas na casa do senador Marcelo Crivella. A revista afirma que ele só decidiu mostrar o inquérito depois de ser confrontado com as fotos.

À época, Crivella era engenheiro responsável pela construção de uma filial da Igreja Universal em Laranjeiras. Na ocasião, Crivella, como engenheiro, entrou com seguranças e uma pá em um terreno, que pertencia a igreja e que tinha sido invadido, para remover Nilson Linhares, vigia do local que construiu um casebre para sua família morar com itens cedidos pela própria igreja.

Segundo a revista, quando a Universal reivindicou o terreno, Linhares não quis sair e foi aí que Crivella entrou em ação para retirar o morador. O inquérito a que repórteres da revista tiveram acesso diz que Crivella “arrombou o portão com um pé de cabra e, acompanhado de seguranças armados de revólver ameaçou a esposa e as duas filhas de Linhares”. Nilson, que ocupava o terreno na época, morreu há 15 anos.

Na manhã deste sábado (22), Crivella se pronunciou. A versão de que nunca existiu prisão foi reforçada pelo candidato em vídeo no Facebook. Ele diz:

"Vou esclarecer: nunca fui preso. O que ocorreu é que 26 anos atrás, como engenheiro, eu fui chamado para fazer a inspeção da estrutura de um muro que tinha o risco de cair e machucar as pessoas. O terreno era da Igreja Universal mas estava invadido. Os invasores não deixaram eu entrar. Deu uma confusão danada, foi todo mundo para a delegacia. Lá, o delegado resolveu identificar a todos. Por isso, essa foto que você viu na capa"

Assista ao vídeo:

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