Huffpost Brazil

Fernando Holiday diz que Braços Abertos é um 'verdadeiro desastre'

Publicado: Atualizado:
FERNANDO HOLIDAY
Reprodução / Facebook
Imprimir

Eleito vereador em São Paulo pelo DEM com 48.005 votos e um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday disse que o programa Braços Abertos é um "verdadeiro desastre".

"O programa Braços Abertos é um verdadeiro desastre. Fez com que o crack inflacionasse nas regiões da Cracolândia porque ele não tratava os viciados. Eles passavam a receber um salário e continuavam ali naquele ciclo consumindo drogas só que agora com mais dinheiro", afirmou em entrevista à TV Veja.

Lançado em 2014 pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o programa acolhe dependentes químicos em hotéis da região central da cidade e oferece uma bolsa para que eles trabalhem por quatro horas por dia no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho. Não há tratamento compulsório.

Eleito para suceder Haddad, João Doria (PSDB) anunciou que irá encerrar o programa. Ele manterá o alojamento e o trabalho, mas as ações estarão vinculadas ao programa Recomeço, do governo estadual e com internação compulsória. Durante debate uma semana antes do primeiro turno, o tucano disse que o Braços Abertos fracassou.

Na avaliação de Holiday, "o maior problema da gestão Haddad é que ele não governou para São Paulo, mas para pequenas regiões de São Paulo, especificamente Vila Madalena e algumas regiões de classe media alta simpáticas ao partido e à ideologia que ele defende".

O vereador de 20 anos disse que o petista "teve iniciativas boas", mas que "governou como se estivesse em Barcelona" ou "em uma cidade europeia".

Sobre sua atuação como vereador, o líder de um dos movimentos pró-impeachment disse que irá doar 20% do salário para instituições de caridade e que fará um corte de 30% da verba de gabinete.

Questionado sobre propostas, Holiday disse que irá defender que a Câmara Municipal de São Paulo proíba sessão solene em homenagem a "ditadores, genocidas, assassinos ou a qualquer personagem ou fato histórico que tenha atentado contra a democracia e os direitos humanos". Ele citou homenagem feita em agosto a Fidel Castro.

LEIA TAMBÉM

- Financial Times: Bancada evangélica conduz Brasil para a direita

- Pesquisa aponta que uso do crack é consequência e não causa de exclusão social

- Baixaria, ironia e até alusão ao beijo de Judas marcam debate pela Prefeitura de BH

Também no HuffPost Brasil:

Close
Eleições de SP em 2016: Debate do SBT
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção