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O que a presidente do STF pensa em 7 frases marcantes

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CRMEN LCIA
Wilson Dias/ Agência Brasil
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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia é conhecida na Corte pelo posicionamento firme. Nesta terça-feira (24), sem citar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que falou em “juizecos”, ela disparou: “Onde um juiz for destratado, eu também sou”.

O HuffPost Brasil separou outras oito frases marcantes da ministra:

1."O cala boca já morreu”

Em 2015, ao votar a favor de liberar a publicação de biografias não autorizadas, a ministra soltou o ditado popular para por fim no debate. Na sessão, ela ressaltou que "tentar calar o outro é uma constante”. “Mas na vida aprendi que quem por direito não é senhor de seu dizer, não se pode dizer senhor de qualquer direito.(…) O mais, é censura. E censura é forma de cala-boca.” Recentemente, ela também usou essa frase para defender a liberdade de imprensa.

2.“Autonomia não é soberania e não é autorização para fazer o que bem entender.”

O olhar crítico da ministra sobre o ofício de juiz é constantemente evidenciado. Em maio, ao se dizer contra o auxílio-moradora aos juízes, ela afirmou que "autonomia não é abuso".

3. “É inadmissível, inaceitável e insuportável ter de conviver sequer com a ideia de violência contra a mulher”

Também em maio, a ministra disparou mais uma vez em defesa da pauta em prol da mulher e condenou o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro.

4."Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Eu acho que o cargo é de presidente, não é não?”

Eleita presidente do Supremo Tribunal Federal, em agosto, a ministra disse que não queria ser chamada de presidenta, como preferia a então presidente afastada Dilma Rousseff.

5."Caixa dois é crime; caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira; caixa dois compromete, mesmo que tivesse sido isso, ou só isso; e isso não é só; e isso não é pouco!”

Com a movimentação do Congresso em anistia o caixa dois, vale lembrar o que pensa a ministra sobre o tema. A declaração sobre estranhar quem diga com naturalidade que há caixa dois foi feito no julgamento do mensalação, em outubro de 2012.

6."Esta operação grande, chamada Lava Jato, tem algo de simbólico que é, primeiro, pela gravidade do que se vem apurando. Segundo, porque, com um juiz e um grupo de procuradores e da Polícia Federal para ajudar nas investigações, houve uma formatação que fizesse com que as decisões pudessem ter celeridade, o que é positivo.”

Na contramão do ministro do Supremo Teori Zavascki que criticou o “espetáculo” da apresentação da denúncia contra o ex-presidente Lula, a ministra afirmou, ao Roda Viva, no início deste mês, que espetáculo e celeridade são coisas diferentes. "Descobriram algo que não pode ser aceito, que são casos gravíssimos de corrupção e que é preciso dar uma resposta rapidíssima”, emendou.

7."Fiz os créditos, mas não sou doutora porque não defendi a tese; então, por isso, não consta no meu currículo essa referência.”

Ainda no Roda Viva, a ministra deu uma lição aos que se autointitulam “doutores” e vitaminam os currículos. Anunciada como doutora pela Universidade de São Paulo, ela explicou que chegou a cursar, mas não concluiu o doutorado.

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