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Palco de tragédia, colégio em Curitiba é desocupado após morte de estudante

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O Colégio Estadual Santa Felicidade, que estava ocupado por estudantes em Curitiba foi esvaziado no começo da noite desta segunda-feira (24), após um adolescente de 16 anos morrer no local.

Segundo a Gazeta do Povo, os pais dos alunos que ocupavam o estabelecimento foram chamados após o crime. Antes de sair da escola, as crianças foram ouvidas pela Polícia Civil e pelo Conselho Tutelar.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP) publicadas pela Folha de S.Paulo, a vítima era o aluno da escola Lucas Eduardo Araújo Mota, de 16 anos. O adolescente foi morto a facadas por outro colega, de 17 anos. Eles teriam se desentendido após consumir uma droga sintética nas dependências da instituição de ensino. O menor suspeito do assassinato foi encaminhado para a Delegacia do Adolescente.

De acordo com a imprensa paranaense,, a escola, ocupada há 20 dias, já tinha sido visitada pelo Conselho Tutelar, e nenhuma irregularidade havia sido encontrada. Do lado de fora, familiares de alunos e outros estudantes manifestavam surpresa com o crime. Segundo depoimentos, a ocupação transcorria em clima de tranquilidade.

"Esse colégio estava numa verdadeira paz", disse a professora de português Loren Júlia à Folha.

Em nota, o governador Beto Richa (PSDB) lamentou a morte do adolescente, e criticou as ocupações de escolas no Paraná, dizendo que o movimento "ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão". Estudantes ocuparam as escolas contra a Medida Provisória 746 e a Proposta de Emenda Constitucional 241, propostas pelo governo de Michel Temer para reformar o Ensino Médio e cortar gastos públicos.

Em nota, a União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a Associação Nacional dos Pós-graduandos lamentaram o incidente e afirmaram que vão acompanhar as investigações de perto. "As entidades lamentam, ainda, a tentativa de utilizar tal acontecimento trágico como forma de criminalização dos movimentos sociais", afirma o texto.

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