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'Choro de filho alheio': Apresentadora defende proibição de crianças em restaurante

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RAIZA COSTA
Raiza Costa diz que 'não atura choro de filho alheio' | Reprodução/Instagram
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Criança incomoda muita gente?

Raiza Costa é apresentadora dos programas de culinária Dulce Delight e Rainha da Cocada. Mas não é por suas receitas que ela está no centro de comentários na internet.

Após publicar - e apagar - um post na terça-feira (25) em que questiona a presença de crianças menores de 14 anos em restaurantes, Raiza tem causado burburinho.

Ela comentou que "os pais que pagam babás" não deveriam ter que "aturar choro de filho alheio" em "estabelecimentos que proporcionam momentos românticos."

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O post recebeu uma enxurrada de críticas, mas também de apoios. Mas as mensagens que a faziam repensar o assunto foram suficientes para que ela deletasse a opinião do seu perfil.

Depois, ela fez outra postagem. Mas, novamente, entrou em uma saia justa.

Raiza argumentou que "mais preocupante do que um restaurante não aceitar filhos" era o fato de que muitas mulheres não dividem a responsabilidade dos pequenos com os pais.

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A Rainha da Cocada foi novamente questionada. A página Cientista que Virou Mãe, responsável por produzir conteúdos sobre a maternidade, publicou um texto indignado com o posicionamento da apresentadora e classificou-o como "discriminatório."

"Por isso, não adianta você fazer um apelo aparentemente muito empático como “mulheres do meu <3 se cobrem menos, se permitam mais, podem reclamar, podem tirar folga dos seus filhos” quando isso não tem nada de empático, entende? Porque essas mulheres simplesmente não podem se cobrar menos. Não podem se permitir mais. Não podem tirar folga dos seus filhos porque elas simplesmente não têm com quem contar... E, de fato, talvez a única coisa que elas têm (ainda) é o direito de reclamar.

Pense em como soa antipático, elitista, classista, alienado dizer isso para mulheres brasileiras, ainda que você não seja nada disso (repito, não te conheço, por isso não posso te julgar). Mas é essa a conclusão a que se chega quando se lê seu post anterior – em que você defende a exclusão das crianças – como se isso fosse uma grande coisa, uma coisa bacana, justa e que outros estabelecimentos deveriam seguir."

Estabelecimentos que impedem a permanência dos pequenos, contudo, não são novidades. Eles são comuns em países com França, Estados Unidos e Austrália.

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