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Em protesto contra desigualdade salarial, islandesas saem do trabalho às 14h38

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As mulheres da Islândia resolveram, no começo desta semana, protestar contra o machismo e as diferenças salariais no mercado de trabalho.

E foram geniais ao manifestar sua indignação. Pontualmente, às 14h38, as mulheres deixaram seus postos de trabalho e se reuniram na praça Austurvöllur, na capital do país, Reykjavík. Outros protestos foram registrados no país inteiro.

A escolha do horário, é claro, não foi por acaso. Ao compararem seus ganhos com o de colegas do sexo masculino, as mulheres passam a trabalhar de graça - isso mesmo, de graça - a partir das 2h38 da tarde. Segundo estatísticas, as islandesas ganham 17% a menos do que os homens.

O evento já é tradicional no país: em 24 de outubro de 1975, dezenas de milhares de mulheres (90% das mulheres islandesas) foram às ruas do país demonstrar como eram importantes na sociedade. O evento se repetiu em 2005, quando elas saíram do trabalho às 14h08. Em 2008, as mulheres deixaram seus postos às 14h25.

Se a mudança mantiver o ritmo da última década, a igualdade salarial vai ser realidade na Islândia em 2068. "Ninguém estabelece uma meta esperando 50 anos para atingi-la. Não importa se é uma desigualdade de gênero ou outro tipo de desigualdade, é inaceitável dizer que só iremos corrigir em 50 anos. Isso é uma vida", disse Gylfi Arnbjörnsson, presidente da Confederação Trabalhista da Islândia ao Iceland Review.

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