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Tragédia: 25 refugiados são encontrados mortos em barco no Mediterrâneo

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ASSOCIATED PRESS
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Vinte e cinco pessoas foram encontrados mortas em um bote de borracha no Mediterrâneo, informou nesta quarta-feira (25) o grupo Médicos Sem Fronteiras (MSF), à medida que número de mortes no mar devem superar o número do ano passado.

Membros de equipes de resgate encontraram migrantes, que aparentemente morreram sufocados após inalar combustível, a cerca de 40 quilômetros da costa da Líbia em uma embarcação lotada que também levava 107 sobreviventes, informou o MSF em comunicado.

Depois de resgatar os sobreviventes, as equipes retornaram à embarcação para resgatar o que pensavam ser 11 mortos.

"No fundo do barco encontramos 25 vítimas que possivelmente morreram ao inalar combustível. Elas estavam escondidas sob uma mistura de água do mar e combustível. Nós levamos três horas para recuperar 11 corpos, porque a mistura de petróleo e água era tão forte que nós não podíamos arriscar ficar no barco durante muito tempo. Foi horrível", narrou Michele Telaro, chefe da missão.

O MSF informou que suas equipes também salvaram 139 pessoas de outra embarcação na área, e a organização não-governamental Sea-Watch recuperou um corpo em operação separada.

Entre os sobreviventes, 23 estão em tratamento médico por conta de queimaduras causadas por substâncias químicas, 11 em estado grave - uma delas chegou a ser removida para a Itália em um helicóptero.

"Essa é uma tragédia, mas não podemos dizer que hoje é um dia excepcional no mar", afirmou Stefano Argenziano, gerente de operações migratórias do MSF. Ele ainda afirmou que, diante da crise política instaurada em torno dos refugiados que chegam à Europa, a organização se sente impotente para reduzir o número de mortes.

"De quantas tragédias como essa precisamos antes que os líderes da União Europeia mudem sua prioridade equivocada da dissuasão para o oferecimento de alternativas mais seguras?", indagou.

Mais de 3.740 imigrantes se afogaram tentando chegar à Europa até o momento neste ano, quase alcançando o número de mortos para todo o ano de 2015, quando três vezes mais pessoas navegaram pelos mares, de acordo com a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas.

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