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Atrocidade: Bombardeio mata dezenas de crianças em escola da Síria

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SYRIA SCHOOL
Uma das escolas danificadas após ataque contra escola na Síria | OMAR HAJ KADOUR via Getty Images
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A Unicef denunciou, nesta quinta-feira (27), o que pode ter sido o ataque mais mortal contra uma escola desde o início da guerra da Síria, em 2011.

De acordo com a agência da ONU, o bombardeio contra uma escola em Idlib foi uma "atrocidade" que matou 22 crianças e seis professores.

"Isso é uma tragédia. É uma atrocidade. E se deliberado, é também um crime de guerra", disse o diretor-executivo da Unicef Anthony Lake, em um comunicado.

Segundo a CNN, o saldo de mortos ainda deve subir, pois muitas outras pessoas ficaram feridas no ataque. Cerca de 50 crianças deixavam a escola no momento em que o ataque aconteceu.

De acordo com a Defesa Civil da Síria, pelo menos duas escolas estavam na região atingida pelos ataques de quarta-feira (26).

Segundo Stephen O'Brien, vice-secretário de Assuntos Humanitários da ONU, uma em cada quatro escolas na Síria precisou fechar desde o começo da guerra. Além disso, 52 mil professores deixaram seus postos e pelo menos 2 milhões de crianças estão fora das salas de aula.

A província de Idlib é um dos principais redutos oposicionistas no país, e os grupos radicais tem forte presença no local, que é alvo constante de ataques do regime sírio, comandado por Bashar Al-Assad e também da Rússia, leal ao governo.

O Ministério das Relações Exteriores russo, no entanto, negou o envolvimento do país no incidente. "Todos acusaram as forças russas e sírias pelo ataque, dizendo diretamente que aquilo foi um bombardeio conduzido pela Rússia e pela Síria. Isso é uma mentira. A Rússia não tem relação nenhuma com este ataque mortífero", afirmou a porta-voz do ministério Maria Zakharova e um comunicado.

Zakharova afirmou ainda que o país está investigando o ataque e que a Rússia "conclama que todas as organizações internacionais se envolvam na investigação".

No ano passado, 60 ataques contra escolas foram registrados.

As forças do governo e a Rússia vem sendo sistematicamente acusadas por organizações de direitos humanos e por países ocidentais de promoverem ataques indiscriminados contra civis, especialmente no processo de retomada de Aleppo.

Segundo informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado na Inglaterra, nos últimos sete dias 89 civis foram mortos em ataques aéreos em Idlib.

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