Huffpost Brazil

Datafolha: Eleição em BH tem empate técnico. Kalil tem pequena vantagem sobre João Leite

Publicado: Atualizado:
DEBATEBH
Reprodução/TV Globo
Imprimir

A disputa pela prefeitura de Belo Horizonte continua indefinida. O candidato Alexandre Kalil (PHS) aparece numericamente à frente de João Leite (PSDB), mas, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29), os dois estão empatados dentro da margem de erro.

Kalil tem 52% dos votos válidos, quatro pontos à frente de Leite, com 48%. Como a margem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

Fato raro, a pesquisa deste sábado não detectou alterações ante a pesquisa realizada no início da semana. Os números dos candidatos á capital mineira são exatamente os mesmos.

Levando em conta o total de votos - brancos e nulos -, o ex-presidente do Atlético Mineiro fica com 37% das intenções de voto contra 34% de Leite.

Nulos e brancos totalizam 19% e os que não responderam, 10%. O Datafolha ouviu 1.973 eleitores nos dias 28 e 29 de outubro e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Último debate foi 'show de ataques'

O início do debate desta sexta-feira em Belo Horizonte quase convenceu de que seria diferente. João Leite (PSDB) perguntou sobre propostas para a saúde. Alexandre Kalil (PHS) questionou o adversário sobre políticas de urbanização. Mas durou pouco. Já na terceira rodada de perguntas, começaram os ataques e o nível do debate caiu mais uma vez, como havia acontecido nos encontros de RedeTV, Record e Diários Associados no segundo turno.

O candidato tucano insistiu na estratégia de enfatizar as pendências jurídicas de Kalil, como sua multa de IPTU e processos trabalhistas movidos por ex-funcionários de sua empresa de engenharia. “Vou fazer um cerco em cima de sonegador rico que não paga IPTU em Belo Horizonte. Hoje, os documentos trazem que Kalil deve 1,2 milhão de reais à prefeitura. Com isso, dá pra eu colocar 12 mil crianças se alimentando por um ano em Belo Horizonte”, afirmou Leite.

Kalil, por sua vez, insistiu na associação que assombra o candidato tucano desde sua primeira campanha para prefeito, em 2000: a de que Leite “defende bandido”. Como deputado estadual, o candidato do PSDB foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais e por esse fato recebeu a pecha.

LEIA TAMBÉM

- Eleitores voltam às urnas hoje para escolher os prefeitos de 57 municípios

- Datafolha: Com 58%, Crivella lidera com folga disputa pela prefeitura do Rio

- Em debate, até dinheiro emprestado para casamento de candidato de BH entrou em discussão

Também no HuffPost Brasil

Close
Eleições municipais 2016
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção