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PSDB bate hegemonia de PMDB e PT e elege primeiro prefeito tucano em Porto Alegre

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Em uma campanha que ficou marcada por ataques e casos de polícia, o PSDB fez história em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O candidato Nelson Marchezan Junior não começou a eleição entre os favoritos, mas com a ajuda de caciques nacionais do partido, como Aécio Neves, conseguiu uma arrancada e bateu o atual vice-prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo, do PMDB.

A vitória consolida o fortalecimento do PSDB no quadro nacional - foi o partido que mais cresceu nestas eleições municipais de 2016. Com 82,51% das urnas apuradas, Marchezan já pode ser considerado prefeito de Porto Alegre, com 59,92% dos votos válidos. Enquanto isso, Melo soma 40,08% dos votos válidos e não pode mais alcançar o candidato tucano.

No seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados, Marchezan é filho do ex-deputado Nelson Marchezan, da extinta Arena. Mesmo com histórico na política, adotou durante toda a campanha um discurso contra a política tradicional - a mesma estratégia utilizada por João Doria (PSDB) em São Paulo - e conseguiu uma arrancada da quarta posição para a surpreendente liderança no primeiro turno.

O PSDB fez parte do governo de José Fortunati (PDT), atual prefeito de Porto Alegre, até outubro de 2015. Com os partidos de esquerda fora do segundo turno, como PT, de Raul Pont, e o PSOL, de Luciana Genro, muitos eleitores optaram pelo voto nulo neste domingo. Até o momento, pelo menos xx% dos eleitores anularam o voto.

Ações

No segundo turno, o clima foi tenso durante a campanha de Porto Alegre. Pelo menos 10 ações na justiça fora ajuizadas pelos partidos - a maioria por Nelson Marchezan.

Há duas semanas, a eleição também ganhou as páginas policiais da imprensa gaúcha. Na madrugada do dia 16, vidraças do comitê de Marchezan foram quebras. Os tucanos trataram o episódio como um ataque a tiros que poderia ter motivação eleitoral. Nesta semana, no entanto, a Polícia Federal apontou que os danos foram causados por uma forte ventania. Melo aproveitou para chamar o tucano de mentiroso.

No dia 17 de outubro aconteceu o fato mais marcante. O coordenador da campanha de Melo, Plínio Zalewski, foi encontrado morto na sede do PMDB do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil gaúcha ainda investiga o caso, mas trata o caso como suicídio. O candidato MELO culpabilizou a tragédia ao Movimento Brasil Livre (MBL) - que apoiou Marchezan.

O MBL teria acusado Zalewski de fazer campanha em horário de expediente - o coordenador era funcionário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

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