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No Senado, Ana Júlia diz que estudantes vão aplicar 'métodos de desobediência civil' em ocupações

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Ana Júlia Ribeiro, 16 anos, voltou a defender as ocupações de escolas que se proliferam em todo o País. Em fala na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH) na desta segunda-feira (31), ela afirmou: “Em relação à PEC 55, a antiga PEC 241, nós estudantes só temos a dizer uma coisa: aqueles que votarem contra a educação estarão com suas mãos sujas por 20 anos”.

A estudante do segundo ano do ensino médio do Colégio Estadual Senador Manuel Alencar Guimarães (Cesmag) ganhou a internet na semana passada ao fazer reivindicações dos estudantes ao falar com clareza rara na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

No Senado, hoje mais cedo, ela prometeu que os estudantes vão continuar as ocupações que vão aplicar "métodos de desobediência civil e levar a luta para frente".

"Vamos continuar lutando pacificamente. Nós vamos desenvolver métodos de resistência pacíficos. Que provem tudo isso que nós estamos falando: que somos estudantes pelos estudantes, que somos pacíficos e vamos continuar pacíficos".

Ana Júlia afirma que os colégios têm sido alvo de ataques violentos "na calada da noite". "Repressão que passa o som alto do hino nacional, como se nós não respeitássemos o hino", disse. "Nós defendemos o direito que eles têm de serem contrários. Vivemos numa democracia e sabemos que é importante ter os dois lados", pontuou a adolescente.

Para a estudante, as ocupações têm feito com que os alunos aprendam um novo significado de resistência. "A resistência não acaba quando sai do portão para a escola. A gente aprendeu que a resistência é quando olham para nós e falam: 'Larga isso. Larga porque vocês não vão conseguir nada e estão do errado'. Aí a gente ergue a cabeça, olha para eles e fala: Não, a gente não vai largar".

E, por fim, ela pediu aos senadores: "Sobre a PEC, nós estudantes esperamos que até o dia 20 de janeiro de 2017, ela não se concretize em lei. Esperamos que aproveitem a oportunidade de levar a PEC aos profissionais da Educação. Que ela seja debatida, que a sociedade possa debater sobre ela. Que a voz dos estudantes possa ser escutada"

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