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Soldados nigerianos estupram vítimas do Boko Haram, diz Human Rights Watch

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BOKO HARAM
Afolabi Sotunde / Reuters
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A organização de direitos humanos, Human Rights Watch denunciou, nesta segunda-feira (31) que soldados e policiais nigerianos estupraram e abusaram sexualmente de meninas e mulheres que fugiram do grupo extremista Boko Haram.

De acordo com o relatório, 43 casos de "abuso sexual, incluindo estupro" foram documentados em julho. As vítimas estavam em sete campos na cidade de Maiduguri, capital do estado de Borno, onde o grupo insurgente atua há mais de sete anos. As atividades do Boko Haram deslocaram mais de dois milhões de pessoas e mataram pelo menos 15 mil no nordeste da Nigéria.

Segundo a agência de notícias Reuters, um porta-voz do exército se recusou a comentar as acusações, e disse que o assunto deve ser tratado pelo Ministério da Defesa.

Segundo o HRW, os líderes do campo e grupos de segurança que deveriam ajudar os militares a lutarem contra os insurgentes, também estão envolvidos nos abusos.

Quatro pessoas entrevistadas pela organização contaram que foram dopadas e estupradas. Outras 37 contaram que foram coagidas a fazer sexo em troca de falsas promessas de casamento, ajuda material e ajuda financeira.

Uma menina de 17 anos contou que foi estuprada por um policial dentro do campo. "Um dia ele disse que queria fazer sexo comigo. Eu me recusei mas ele me obrigou", narrou ela. Ao descobrir que estava grávida, ela sofreu também ameaças de morte.

Outra adolescente - uma jovem de 16 anos que fugiu de um ataque em Baga no ano passado - disse que foi drogada e estuprada em maio por um membro do grupo de segurança que era encarregado de distribuir doações pelo campo.

O Boko Haram, que já chegou a controlar uma área do tamanho da Bélgica no nordeste da Nigéria vem perdendo terreno nos últimos meses. Com esse movimento, trabalhadores humanitários e grupos de ajuda vem ganhando acesso aos antigos territórios do grupo, que abrigam pessoas em condições subumanas. Segundo a Unicef, 75 mil crianças podem morrer no ano que vem caso não recebam ajuda.

(Com informações da Reuters)

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