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Adele diz que enfrentou depressão antes e depois do nascimento do filho

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A cantora Adele disse numa entrevista a uma revista que ela teve depressão pós-parto depois do nascimento do seu filho e que quando mais jovem fez terapia por conta do que ela chamou de um “lado muito escuro” dela.

A cantora britânica, que está chegando ao final da turnê de 10 meses do seu disco “25”, disse em entrevista para a capa da Vanity Fair de dezembro, reportagem divulgada nesta segunda-feira no site da revista, que ela seria feliz se nunca mais tivesse que fazer turnês.

"Eu ainda gostaria de fazer discos, mas eu ficaria bem se nunca mais ouvisse (os aplausos) de novo. Eu estou em turnê simplesmente para ver todos que têm me dado tanto apoio. Eu não ligo para dinheiro”, disse Adele, de 28 anos, segundo a publicação.

Dez vezes vencedora do Grammy, conhecida por suas baladas tristes como “Someone Like You” e “Rolling in the Deep”, ela disse que sempre foi atraída por música melancólica.

"Eu tenho um lado muito escuro. Eu sou muita propensa à depressão. Eu posso entrar e sair dela muito facilmente. Isso começou quando o meu avô morreu, quando eu tinha cerca de 10 anos. Ao mesmo tempo que eu nunca tive pensamentos suicidas, eu já estive em terapia, muito.”

"Contudo, eu não experimento esse sentimento desde que eu tive o meu filho e saí da minha depressão pós-parto”, acrescentou.

Adele teve Angelo há quatro anos com o namorado Simon Konecki.

"Eu tive uma depressão pós-parto muito ruim depois que eu tive o meu filho, e isso me assustou. O meu conhecimento sobre pós-parto é que você não quer estar com a sua criança. Você fica preocupada em machucar o seu filho, você fica preocupada se está fazendo o certo. No entanto, eu era obcecada com o meu filho. Eu me sentia muito incapaz. Eu senti como se tivesse feito a pior decisão da minha vida. Isso pode vir de muitas diferentes formas”, afirmou a cantora.

Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajuda, ligue 141, para o CVV - Centro de Valorização da Vida, ou acesse o site. O atendimento é gratuito, sigiloso e não é preciso se identificar. O movimento Conte Comigo oferece informações para lidar com a depressão. No exterior, consulte o site da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio para acessar uma base de dados com redes de apoio disponíveis. O HuffPost Brasil possui também uma série de reportagens sobre a prevenção do suicídio e a importância de se falar a respeito.

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