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Viver a morte é difícil: Estas músicas podem ajudar quem perdeu alguém e está em luto

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Falar de morte é difícil. Porque ela é sempre presente, mesmo quando não está por perto. A cada dia que vivemos (e envelhecemos), nos aproximamos dela e corremos o risco de perder quem nos é querido.

Ela vem como curso natural da vida, mas essa naturalidade não chega até nós, na maior parte das vezes, com leveza. As sociedades ocidentais costumam evitar discuti-la por não suportarem o sofrimento da perda, da impotência diante do inevitável, do despreparo na despedida.

Felizmente, temos o luto para nos ajudar a passar por essa naturalidade áspera. Perder pessoas amadas é inegavelmente dolorido. E a mesma sociedade ocidental que insiste em ignorar a morte muitas vezes se vê acelerando ou atropelando o luto, impondo prazos e datas-limite para o sofrimento da ausência do outro.

O luto é um processo de despedida tanto de quem morreu ou do que se perdeu, mas, principalmente, de despedida do amor com expectativas e planos que existia em cima daquela pessoa ou história, explica a psicanalista Raquel Baldo.

"O luto é necessário e serve para que possamos abrir e perceber o espaço que irá ficar vazio. Sim, isso dói, mas é a partir desta vivência que poderemos em algum momento liberar um novo espaço para a continuidade na vida, para novas propostas de amor e de vida.”

Ser difícil não significa ser insuportável ou impossível. Podemos quebrar os vários tabus que cercam a morte começando pela exaltação do luto. Que ele venha, arrume espaço nas nossas vidas, e fique o tempo que precisar. Que traga a tristeza, a revolta, o silêncio e o recomeço, sem censura.

Como o luto é doído, a gente convoca a música e sua sensibilidade para ajudarem nessa transição. A música pode significar distração da dor e de uma doença, além de ser uma ferramenta poderosa por carregar significados, segundo a psicóloga Cláudia Fernandes Laham e a musicoterapeuta Cristiane Amorosino no texto Musicoterapia e Cuidados Paliativos.

Fizemos, então, uma seleção de mais de 30 músicas para se viver o luto e, consequentemente, viver a vida que continua. Há faixas que tocam o assunto direta e indiretamente, e há também aquelas que não fazem referência ao assunto, mas cabem adequadamente no momento. Sim, é um momento de recolhimento. Esperamos que cada uma soe como um conforto para essa situação tão delicada, mas que precisa ser vivida.

Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajuda, ligue 141, para o CVV - Centro de Valorização da Vida, ou acesse o site. O atendimento é gratuito, sigiloso e não é preciso se identificar. O movimento Conte Comigo oferece informações para lidar com a depressão. No exterior, consulte o site da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio para acessar uma base de dados com redes de apoio disponíveis. O HuffPost Brasil possui também uma série de reportagens sobre a prevenção do suicídio e a importância de se falar a respeito.

Viver bem é o tipo de desejo tão universal que se tornou um direito. Mas não há fórmula ou mágica que o garanta, o que deixa, para cada um de nós, a difícil tarefa de descobrir e pavimentar o próprio caminho. A newsletter de Equilíbrio vai trazer a você textos e entrevistas sobre saúde mental, angústias, contradições e alegrias da vida. Assine aqui para receber novidades no fim de semana.

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