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Para ministro da Educação, ocupações de escolas são 'instrumentalizadas' por PT, PCdoB e PSOL

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MENDONA FILHO
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
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Às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Mendonça Filho, chamou as ocupações nas escolas de desrespeitosas com brasileiros que sonham em entrar na universidade.

“Imaginaram que colocariam em cheque o Enem, algo que vai muito além de qualquer governo. Politizar o Enem foi desrespeitoso com milhões de jovens. Desrespeitaram o sonho da juventude de ter acesso à universidade. Isso é um absurdo”, afirmou ao Blog do Josias.

Em oposição à reforma do Ensino Médio proposta pelo governo de Michel Temer e ao teto de gastos públicos, centenas de escolas estão ocupadas por estudantes.

Com as manifestações, o Ministérios da Educação decidiu que parte dos alunos fará a prova do Enem em 3 e 4 de dezembro. A decisão afeta 191 mil brasileiros.

Nesta quarta-feira (2), o Ministério Público Federal (MPF) no Ceará pediu a suspensão da aplicação do Enem marcado para o próximo fim de semana (dias 5 e 6 de novembro). Para o autor do pedido, o procurador da República, Oscar Costa Filho, há prejuízo à isonomia da prova. A Advocacia Geral da União (AGU), à pedido do MEC, argumentou que o princípio de equivalência está preservado.

Para Mendonça, partidos como PT, ao PCdoB e ao PSOL estão instrumentalizando essa mobilização junto com os sindicatos. "O que não parece razoável é usar entidades sindicais como escudo para instrumentalizar estudantes e transformar o debate num ringue de quinta categoria", disse ao blog.

O ministro defendeu a tramitação da reforma do Ensino Médio via medida provisória e disse que ainda assim há espaço para o debate. Na avaliação dele, tanto as críticas à MP quanto à PEC que estabelece um teto de gastos públicos são "inconsistentes".

O deputado federal licenciado do DEM disse ainda que o MEC tem optado pelo convencimento e não pela violência ao lidar com as ocupações. "Imagine o que ocorreria se o Ministério da Educação resolvesse bancar uma operação repressiva em 20 Estados, nos 300 espaços públicos que ainda estão ocupados. Seria um desastre, uma grande confusão, com o risco enorme de termos um banho de sangue”, disse.

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